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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Guia de pincéis de maquiagem :-)

Postado por Suellen (Menina aos olhos do Pai) às 09:46:00 0 comentários
Olá, mocinhas de plantão! Tudo bem?

Vamos dar uma pausa para feminices?

Achei esse guia de pincéis na internet que é bem legal. Explica para que serve cada um deles.

Bjs pra vcs!!!



sexta-feira, 22 de março de 2013

Se você sonha, você pode fazer :-)

Postado por Suellen (Menina aos olhos do Pai) às 07:30:00 0 comentários





segunda-feira, 30 de julho de 2012

Declarações de uma princesa...

Postado por Suellen (Menina aos olhos do Pai) às 04:01:00 3 comentários



Chego diante da Tua presença,
Meu coração queima com a chama do Teu doce Espírito
Minha alma se alegra em mim

Estou chegando, Rei dos Reis,
Com meu longo e belo vestido de princesa, que o Senhor me deu
Prostrando-me, colocando tudo que sou e minha coroa, Teu presente, aos Teus pés...

Não seria nada sem Ti
Antes eu não tinha sequer a ideia de que eu era uma princesa
E que o Senhor, meu Rei, como um bom Pai, zelava por mim...

Zelava pelos meus sentimentos
Ensinava-me a guardar o meu coração
Ensinava-me a esperar

Dizia-me que eu naõ era qualquer coisa,
Que eu não era um mero objeto

Mostrava-me o quanto eu era bela, pois era semelhante a Ti

Aprendi que sou uma princesa
Uma filha amada que pode Te abraçar quando desejar
Que pode contar com o Teu precioso cuidado quando tropeço e machuco os meus joelhos,
ou o meu coração...

Tua presença é tão real!
Encha-me com o Teu doce Espírito Santo
Fique à vontade na minha vida
Preencha cada pedacinho do meu ser

Mude tudo o que não vier de Ti no meu viver
Quebranta cada fibra do meu interior
Quero exalar o Teu bom perfume

Quero me deitar no Teu colo
E te contar tudo que se passa no meu coração
Todos os meus anseios, preocupações, dúvidas...

Mesmo sendo uma princesinha confusa às vezes...
Meu coração anseia por Ti, deseja ser como o Senhor quer, Te ama desesperadamente...

Resgata-me a cada minuto, a cada segundo
Para Te adorar, Te servir
Quero Te agradar...

Te amo, Paizinho
Rei dos Reis
Que me amou primeiro e que me deu a coroa da salvação...

Que diz todos os dias que sou uma princesa
E eu decidi acreditar nisso, em cada dia do meu viver...

Autora: Suellen de Souza



terça-feira, 17 de julho de 2012

Será que não tenho valor nenhum?

Postado por Suellen (Menina aos olhos do Pai) às 06:47:00 7 comentários
Você pode ter feito essa pergunta para si mesma. Infelizmente, na nossa sociedade, os valores estão a cada dia mais invertidos. Moças que deveriam ser exemplo de vida não são sequer vistas. As mulheres-fruta e outras com a profissão "desfilo no carnaval, participo de reality show e vou para a revista" são enaltecidas como um modelo de vida.

As mulheres estão apagando sua opinião, seus sonhos, sua voz, em nome de poder caber numa forma feita pela mídia que massacra, passa por cima, sem dó. E se você quer ser diferente e seguir na contramão, prepare-se: não terá o seu valor visto pela grande maioria.

Quer dizer que vale a pena ser desse jeito e ser vista, ter esse "valor"? Não. Longe disso. Temos que ser as mulheres virtuosas, temos que agradar a Cristo com todo nosso viver. Não vale a pena ganhar o mundo inteiro e perder a alma. O caminho a seguir é justamente a contramão.

Em qualquer hora da sua vida você vai encontrar uma pessoa que não te dá valor e até de maltrata. Tira sarro de você, do seu jeito ou de sua roupa. Se você é gordo, se você é magro, branco, negro, amarelo, índio... Sempre.

Mas você não deve deixar que essas pessoas determinem o seu valor, te diminuindo. O valor verdadeiro é o que Deus te dá, e você precisa tratar a si mesma com os valores de Deus para redefinir sua beleza.


Muitos tratam tesouros como lixos, por não entender o valor deles. Por exemplo, quando uma criança pega um vaso caro da mãe e brincando, o joga no chão. Naquele momento, a criança não sabe o valor daquilo, nem tem a noção do que está fazendo. Por não entender o valor do vaso, ela não o tratou com o carinho merecido.

Max Lucado diz que se tem algo que aprendeu sobre ter uma aparência ótima é que machucar a si mesma nunca é uma forma boa de ficar bem. Seja se cortando, vomitando, tomando laxantes ou qualquer outra coisa que possa prejudicar, só vai fazer a pessoa se sentir pior.

Nancy DeMoss diz que algumas vezes não vemos nosso valor até ouvirmos isso de nosso criador.

Se uma pessoa não conhece um quadro raríssimo de um pintor famoso, pode até jogá-lo fora, no lixo. Isso tiraria o valor da obra? Claro que não! Se um colecionador visse a pintura, iria reconhecer na hora o verdadeiro valor e ofereceria um valor considerável por ela.

Parou para pensar que para Cristo o valor de uma alma é maior que o mundo inteiro? Quando você acreditar no valor que tem de verdade, irá se tratar com o devido valor.




Suas atitudes mudam completamente. Fará escolhas melhores na sua vida, até mesmo da sua companhia, tanto no namoro quanto nas amizades. Então começará a irradiar a beleza, por ter ciência do seu valor.

Deus te deu valor pelo fato de tão somente existir. Se alguém quiser te passar pra trás como uma coisa descartável, lembre-se do quanto Deus honra você. O Criador de todo o universo sabe o quanto você vale.

Se vivermos sem contentamento, sempre nos comparando às outras, nunca ficaremos contentes com quem somos. Sempre haverá uma moça mais bonita, mais inteligente, com mais sucesso. Quando se sentir tentada a se comparar, agradeça a Deus por tudo que você tem e peça a Deus para colocar em você a mente de Paulo em Filipenses 4:11.

“Aprendi a adaptar-me a toda e qualquer circunstância...”

Parou para pensar que Deus tem um propósito na sua vida? Ele permitiu que você nascesse! :-D







terça-feira, 10 de julho de 2012

Quer mover o mundo? Saiba como aqui...

Postado por Suellen (Menina aos olhos do Pai) às 08:37:00 1 comentários


Você pode mover o mundo com a sua oração. A oração faz as coisas acontecerem.

É incrível saber que Deus, o Soberano do Universo, ordenaria que as orações causassem as coisas. Orações fazem com que as coisas que não aconteceriam se você não orasse aconteçam.

O livro de Tiago, capítulo 4, versículo 2 diz que nada temos porque não pedimos. Não significa que teríamos de qualquer jeito, mesmo se não pedirmos, como se Deus tivesse planejado tudo isso. Significa que só teríamos se pedíssemos! Orar faz com que as coisas aconteçam. Coisas que não aconteceriam se você não orasse.

Por isso que orar é um tremendo privilégio! Se você não tira proveito desse privilégio de participar com Deus para mudar as coisas à sua volta, que não vão acontecer se você não orar, então você estará agindo como um grande tolo.

É por isso que oramos. Deus compartilha conosco o reger do universo. Temos que entender que somos filhos de Deus.


Adaptado de um trecho da pregação de John Piper

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Palavras de um cavaleiro de armadura brilhante...

Postado por Suellen (Menina aos olhos do Pai) às 10:59:00 4 comentários

Deus está preparando para você um cavaleiro de armadura brilhante, cheio da presença dEle, com um amor imenso, como o de Cristo pela igreja... Vale a pena esperá-lo.
Seu caráter é impressionante, o abraço dele vai ser o melhor do mundo para você...
Jesus já está o preparando...
E ele sentirá por você um amor tão sublime, como nas palavras abaixo...
Vale a pena esperar...



Mais do que flores

                                                                         Eric Ludy



Com uma rosa doce e suave e com suas pétalas delicadas,
A sua linda face concebe um brilho tenro e radiante.
Com flores eu poderia revelar o meu coração, meu amor tão profundo

Mas muito mais importante é...

Que você me veja expressar o meu amor por você diariamente,
Que você me escute adornando-a com cada palavra de meus lábios,

Que você me pegue servindo-a em maneiras que você não deveria ver.
Então você saberá... o que muito mais do que flores poderia mostrar.

Com um diamante tão bem cortado, adornado em ouro para embelezar o seu ouvido,
Eu poderia encantar o seu precioso coração, e ganhar de seus olhos uma lágrima.
Com presentes e pedras caríssimas, poderia ganhar o seu coração

Mas muito mais importante é...

Que você me veja expressar o meu amor por você diariamente,
Que você me escute adornando-a com cada palavra de meus lábios,

Que você me pegue servindo-a em maneiras que você não deveria ver.

Então você saberá... o que muito mais do que flores poderia mostrar.

O mundo não se orgulha de homens sensíveis,
Mas eu escolho viver a minha vida para ser reconhecido no Céu...





quinta-feira, 17 de maio de 2012

Doutor Tempo (Eu Escolhi Esperar)

Postado por Suellen (Menina aos olhos do Pai) às 10:42:00 7 comentários
Will Tirando


Olá, galére! Legal a tirinha, não é? Lembrei muito do Eu Escolhi Esperar. Queria que o movimento tivesse surgido há mais tempo. Seria tão bom ter a ajuda do Pr. Nelson Jr nos meus momentos de luta à espera do meu amado... Mas fico contente e louvo a Deus pela vida dele hoje, fazendo a diferença na nossa geração. Hoje o alcance do EEE está tão imenso que até mesmo na televisão as ideias chegaram. É muito bom!

Tive a alegria de ir ao Seminário Eu Escolhi Esperar na PIB do Pilar. Foi excelente, recebi muito da parte do Senhor e aprendi bastante. Lembrei-me muito do meu momento de espera pelo Tiago e do quanto sofri por estar sozinha em tantos momentos da minha vida.


Lembrei-me dos momentos após o culto em que eu via os jovens em casais no pátio, na cantina, indo para casa... lembrei-me do dia dos namorados, em que os rapazes levavam presentes para as meninas, nossa, de tantos momentos...

Das lágrimas que eu derramava domingo à noite, da angústia que eu tinha por pensar que ninguém gostava de mim, que ninguém nunca iria se interessar... Eu queria que Deus tirasse do meu coração toda a vontade de ter um namorado, porque eu não aguentava mais tanta dor, tanta solidão...
A espera muitas vezes traz um vazio no nosso peito. Queremos porque queremos preencher, mas só o tempo irá mostrar o que foi preparado por Deus para completar. Nem sempre é da maneira como imaginamos, ou quando imaginamos, mas uma coisa é certa. A solução nunca chega atrasada.

Só podemos entender mesmo no momento em que recebemos e pensamos em todo o contexto no final da espera. Eu só entendi quando conheci o Tiago. Vi que Deus tinha me preparado justamente com o Doutor Tempo para que eu pudesse receber o meu presente com o coração curado, restaurado. As decepções ferem o nosso coração, mas o tempo de Deus é o único que restaura e sara da melhor maneira. É uma matemática maravilhosa:



Pude ter os meus sentimentos completamente renovados para que pudesse dar o amor que o meu querido merecia. Ele não merecia um coração em frangalhos, precisando de terapia. Ele merecia o coração de uma princesa, feliz e firme em Cristo.

"Toda promessa passa pelo teste do tempo". Como eu amava essa frase da ministração da música Deus de Promessas... meu espírito se renovava ao saber que Deus estava me treinando para receber a minha promessa e que ela viria. Tudo era questão de tempo.

E valeu a pena esperar em Deus e confiar na provisão dEle. Valeu a pena cada lágrima, cada oração diante de Deus. Hoje eu posso dizer que minha promessa está tomando forma, tudo está acontecendo. E de uma maneira mais linda do que a que sonhei. Jesus nos ama tanto, tanto... fez com que eu conhecesse o meu amado, mesmo morando tão distante... agora nosso casamento está às portas e eu estou muito contente! :-)


Quero te deixar este recado: Por mais que você não entenda o porquê da espera, por mais que haja carência e dor no seu coração, não deixe de acreditar e de ter fé em Jesus. Por mais que seu coração esteja impelido a fraquejar e você caia na tentação de reclamar, arrependa-se, volte atrás e continue caminhando na direção de Cristo. Fique perto do Pai, só assim o desejo do seu coração ficará em paralelo ao desejo do coração de Cristo e tudo vai fluir de uma maneira mais que especial...

Seu dia vai chegar. Acredite no Rei dos Reis que te ama como ninguém!

Espera pelo Senhor, tem bom ânimo, e fortifique-se o teu coração; espera, pois, pelo Senhor.
(Salmos 27.14)














quinta-feira, 3 de maio de 2012

A saga de Mel e seu arqui-inimigo: O espelho [Parte 3]

Postado por Suellen (Menina aos olhos do Pai) às 07:06:00 2 comentários
A aula demorou uma eternidade para acabar. Mel estava ansiosa para saber a história de Fernanda. O que teria acontecido?


     Na hora da saída, as meninas foram apressadas para casa. Tinham muito o que conversar. Enquanto a mãe de Mel estava terminando o almoço, elas correram para o quarto. A curiosidade estava gigante!

_ Bem, Mel, vou te contar tudo que aconteceu comigo, as mágoas que tive e como Deus me ajudou a sará-las.

_ Estou ansiosa para saber, minha amiga!

     Fer começou a relatar sua história com um nó na garganta, mas tinha que ajudar sua prima. Era algo que precisava ser feito.

_ Prima, eu sofri muito na época da escola, muito mesmo. Tinha mil apelidos, uns piores que os outros. Vivia sozinha, por mais que eu tentasse ter amigos, não conseguia, pois não me encaixava no padrão deles. Teve um dia que rasgaram uma folha do meu livro e desenharam uma porca, dizendo: “Pare de comer! Olha com quem você se parece!”

_ Que ridículos! _ disse Mel.

_ Pois é, Mel. Naquele dia eu engoli meu choro e fui para a minha casa. Deitei na minha cama e chorei como nunca tinha chorado. Pedi para Deus para que me matasse naquela hora, que eu não merecia viver. Olhei o meu espelho e joguei a minha escova de cabelo nele, e se espatifou em mil pedacinhos... na verdade, queria descontar no meu pior inimigo tudo aquilo que eu estava sentindo. Dizia para mim mesma: Você não merece viver, sua gorda imprestável! Ninguém quer ser seu amigo! Você tem que morrer!
     Sei que fui muito dura comigo mesma e fui dura com Deus, que me criou. Estava tão preocupada com o que os outros pensavam de mim, que esqueci o que Deus pensava ao meu respeito. Depois daquele dia, desanimei completamente de orar, de manter a minha vida com Deus. Eu ia à igreja, mas só de corpo presente, sabe? Não sentia nada, estava revoltada com Deus e com a maneira pela qual Ele tinha me criado. Que fragilidade a minha...

_ É, eu me sinto assim, Fer. Você está descrevendo tudo que está no meu coração. Estou amarga, me sinto sozinha...
    
E Fernanda continuou a falar. A história não terminaria ali. Um fato culminou na sua decisão de mudança.

_ Mel, eu era apaixonada pelo Pedro, um menino da minha sala, há uns 2 anos. Ele era muito popular e eu não conseguia deixar de gostar dele. Um dia, como que por um milagre, ele me chamou para tomar sorvete no shopping. Fiquei muito contente. Me arrumei toda e cheguei lá na hora marcada. Esperei uma hora. Duas. Três horas. Quando vi que ele não viria.

     No outro dia, todos da escola sabiam que ele tinha me deixado plantada no shopping. Quando cheguei para ele, perguntando o porquê ele não tinha ido, ele me disse: Você acha mesmo que eu sairia com uma gorda? Se enxerga!

     Infelizmente, ele preparou uma brincadeira de mal gosto, e tudo estava combinado com os amigos e amigas dele que não gostavam de mim. E a situação ficou insuportável, mesmo. Então, fui cansando de tudo, parei de estudar, minhas notas abaixaram, e muito. Fiquei cansada até de ir para a igreja, de buscar a Deus. A minha vida era uma porcaria mesmo, pra quê ir pra igreja?

_ Fer, eu estou completamente sem vontade de buscar a Deus, sem vontade de nada! Assim como você estava!

_ É, Mel. É muito triste tudo isso…

_ Como você resolveu tudo isso?

_ Mel, Deus de uma forma tremenda começou a impactar o meu coração. Foi quando eu não agüentei e me lancei aos seus pés. Estava com saudades de ter um relacionamento íntimo e sincero com o Pai... Chorei. Pedi perdão. Pedi para que Deus entrasse na minha vida de novo e que eu conseguisse enxergar de uma maneira mais profunda toda aquela situação.
     Sabe, me deparei com a cruz naquele instante. Jesus não tinha aparência, nem formosura, como diz o livro de Isaías. E aquele povo não teve pena dele, cuspiu, desprezou ao extremo, desacreditou das suas palavras, o trataram como um marginal no momento da crucificação. Se Cristo enfrentou toda aquela dor, sem merecer, quem era eu para não passar por lutas aqui? Jesus mesmo disse que no mundo eu teria aflições, mas que eu deveria ter bom ânimo, pois Ele tinha vencido o mundo! Quem eu era? Que orgulho era esse que me fazia sentir que não deveria e não merecia passar por nada!


     Neste momento, lágrimas saíram dos olhos de Mel. A história de Fernanda a tinha confrontado e o Espírito Santo estava penetrando no seu coração. Estava decidida, iria mudar. E iria fazer com que outras meninas enxergassem o valor que têm e que a sociedade não faz questão de mostrar. Queria fazer a diferença na vida de outras e ser um instrumento nas mãos de Deus. Tudo iria mudar...


Aguarde a continuação desta novela, ops... história!!!





Um grande beijo no seu coração!!!



Suh



quarta-feira, 28 de março de 2012

Autoestima: "A saga de Mel" [Parte 2]

Postado por Suellen (Menina aos olhos do Pai) às 10:56:00 2 comentários
Chegava mais um dia de aula. Para Mel, estava sendo bem mais agradável. Não se sentia tão sozinha com a presença de Fernanda. Para Mel, a Fer era muito especial, diferente. Irradiava alegria e não tinha uma aparência física de modelos de revista. Isso deixava Mel confusa. Como a Fer pode ser tão confiante?

Enquanto andavam, adivinha quem passou por elas? Thábata. Ela mesma. Quando passou, uns 5 meninos em frente à escola soltaram gracejos nem um pouco honrosos. Thábata jogou o cabelo, deu um sorriso e entrou no colégio.

Fernanda ficou indignada e comentou com Mel: Como pode? Que mundo é esse! Quanta opressão! As mulheres têm sido cada vez mais desvalorizadas e nem se dão conta disso! Antigamente os homens eram mais cavalheiros... agora eles falam cada coisa... O pior é que as mulheres ficam felizes com essas palavras!

Mel concordou. É Fer, nós mulheres sempre fomos oprimidas, prima. À família, ao marido, à sociedade... e as mulheres que foram apedrejadas e silenciadas por esse mundo machista? Nossa, que raiva que me dá!

_ É, Mel, concordo com você. Mas parou para pensar que isso acontece até hoje? Não estou falando dos países do oriente, que já sabemos das atrocidades. Essas coisas acontecem além do corpo, na nossa alma, no nosso coração. Quantas mulheres foram humilhadas nos seus sentimentos? Quantas mulheres se sentem humilhadas por não seguir um padrão determinado por uma minoria? Quantas se sentem "menos" porque alguém disse que ela estava gorda ou era feia?

Fernanda tinha tocado na ferida de Mel, de uma maneira certeira. Mel estava calada. Só escutava a prima...

_ Mel, as mulheres têm se prendido dentro de si mesmas por causa de padrões. Deixam de usar todo o potencial que têm por medo de serem motivo de piada... Reduzem o nosso valor, nosso intelectual e emocional às linhas do nosso rosto e forma do nosso corpo. Isso é cruel. A maioria de nós não segue esse padrão rígido e louco que nos impõem.

_ É, Fer, mas você tem que concordar que o mundo é dos belos. E eu não tenho a menor chance.

Neste momento, Fernanda sentiu que Mel não estava bem. Viu que sua prima precisava de ajuda. E estava disposta a fazer Mel enxergar a beleza que tinha.

_ Mel, o que é autoestima para você?
_ Ah, Fer, é você se gostar, se sentir bem consigo mesma.
_ Bem, eu vejo um pouco mais do que isso. Para mim, a autoestima é fazer marketing sobre si mesma. Muitas garotas erram em só querer demonstrar seus defeitos da maneira mais exagerada possível. Não mostram aos outros o que tem de mais lindo nelas. Querem que as pessoas sintam compaixão, demonstrem pena... sei lá. Só sei que Jesus não está no meio disso.

Fernanda tem razão mesmo. Quantas mulheres no mundo estão completamente doentes, quantas estão morrendo por tentar seguir esta fôrma pronta da sociedade? Quantas estão falecendo em hospitais por causa de lipos ou outras cirurgias sem ter necessidade nenhuma? Isto me assusta.

Quanto à anorexia nervosa, no Brasil temos quase 2 milhões de pessoas com esta doença. Parou para pensar? Nos EUA são 3 milhões! Quantas vidas estão se perdendo por causa de um plano ardiloso de Satanás de inferiorizar a criação de Deus? Milhões de vidas...

Ouvi uma frase muito legal: Os olhos da razão são os trilhos da emoção. Nós temos autoestima através do nosso olhar, não de nossos sentimentos.

A indústria de cosméticos vem crescendo de maneira imensa, gigante. E isto por quê? Porque imagens transmitidas pela TV não são inocentes. Não só pela TV. Revistas e jornais também. Essas imagens entram no nosso subconsciente e constroem um padrão inatingível de beleza que acaba escravizando e até matando... Pare e pense: Quando você consome mais? Quando está triste e deprimida? Quando está insatisfeita?

Pois é. Muitas de nós, mulheres, procura coisas para suprir a carência. Algumas comem, outras gastam com roupas, outras fazem inúmeras cirurgias caríssimas... tudo para suprir um vazio de alma que nunca é suprido. Compramos as coisas, mas nos colocamos na imagem da modelo que está apresentando o produto. Inconscientemente pensamos: "Se eu comprar isso, vou ficar igual a ela".

Agora, voltando à história, Mel decidiu desabafar com a sua prima.

_ Fer, você não imagina quantas noites eu passo chorando por causa dos outros. Quantas vezes eu pedi a Deus para que Ele me levasse, que ninguém ia sentir falta. Eu queria ser outra pessoa. Queria ser mais bonita, mais inteligente, magrinha, extrovertida... tipo a Thábata. Todos amam a Thábata e ninguém olha para mim. Eu nunca vou arrumar um namorado, nunca!

Fer sentiu a dor da sua prima. Há um tempo, ela também tinha se sentido assim. Mas pediu que Deus a curasse e limpasse o coração de toda a tristeza e amargura que tinha. Todas nós somos muito especiais e temos muitos talentos. Mas o inimigo não quer que o desenvolvamos, pois os nossos talentos cheios da presença de Deus podem tirar vidas do inferno.

_ Mel, quero te contar a minha história. Depois da aula, vamos conversar, tá bom?




Qual será a história da Fernanda???? Não perca o próximo post! Tã Dãaa... tã dãaaaa.... rsrs



Autora: Suellen de Souza

sexta-feira, 16 de março de 2012

A saga de Mel e seu arqui-inimigo: O tão temido espelho...

Postado por Suellen (Menina aos olhos do Pai) às 09:34:00 0 comentários
Aqui se inicia a saga de Mel... uma menina como nós, uma mistura de doçura e alegria com diversos temores...

Mais um ano letivo se iniciava e o coração de Mel batia descompassado. Gostava da escola, mas não gostava das pessoas com quem tinha que conviver. Mel queria ter amigos, queria se encaixar no "padrão popular", mas não conseguia. A hora do intervalo era sempre sozinha, na companhia de um bom livro ou das músicas no seu telefone. Os dias passavam monótonos... O relógio parecia não se movimentar um milímetro.

Enquanto Mel ficava em pensamentos nas horas de intervalo, do outro lado do pátio estava Thábata. Cheia de pessoas ao redor, era o oposto de Mel. Não gostava muito de estudar, mas amava estar na moda e ter todos os carinhas bonitos da escola aos seus pés. Mel olhava e dizia para si mesma: Eu queria ser como a Thábata... loira, cabelos imensos e lisos, olhos claros, magrinha... Nossa, Thábata era o ideal de padrão de beleza. Se quisesse, poderia seguir a carreira de modelo fácil, fácil.

As duas pertenciam a mesma igreja. Só que a história se repetia também lá. Mel ficava no cantinho, cantando no conjunto e Thábata ficava no Ministério de Louvor. Cantava muito bem. Todos os rapazes da igreja se derretiam diante de Thábata. Ela era tão linda que seu apelido era Barbie.

 E Mel se sentia mal, se sentia sozinha, desprezada. Nenhum rapaz da igreja se interessava por ela e ela sentia como se fosse ficar solteira para sempre. Queria se conformar com o seu destino de ser uma senhora idosa, sozinha e dona de 20 gatos. Que triste!

Mel sabia dentro do seu coração que esta atitude dela não agradava a Deus. Mas não conseguia parar de se autopunir. Quando olhava no espelho dizia para si mesma: "Sua ridícula... gorda, feia, cheia de espinhas... por isso que ninguém gosta de você. Ninguém!" Nessa hora, lágrimas corriam pela sua face, numa mistura de amargura e desespero. "Meu Deus, por que o Senhor não me fez bonita? O que custava?" Balbuciava e resmungava para Deus quase todos os dias.

Não tinha vontade de fazer nada na Casa de Deus, pois pensava: "Pra que me esforçar se eu sou invisível aqui?" Para Mel, cantar no conjunto todos os domingos já estava de bom tamanho. Para ela, se saísse da igreja, ninguém repararia. "Duvido que com a Thábata seria assim. Se ela chega atrasada um dia, todos já ligam preocupados. E eu, quando fico doente uma semana, ninguém nem me liga para saber se eu estou bem".

Mel não imaginava o quanto estava perdendo e quanta coisa Deus queria fazer através da vida dela. Mel deixava que seu arqui-inimigo, o espelho, lhe falasse o seu valor e lhe ditasse todos os dias que ela não estava na moda, que ela não era nem um pouco especial. Estas coisas corroíam seu coração, sua mente, mas Mel tinha a necessidade de se autopunir. Só assim não se magoaria com o que os outros pudessem dizer dela. Era melhor ficar no cantinho, pois era bem mais seguro...

Em mais um dia de aula, Mel chegou mais cedo no colégio. "Que droga!" , pensou. A mãe de Mel adiantava o relógio para que ninguém da casa se atrasasse e naquele dia, Mel esquecera daquele detalhe. Quando se dirigia ao banco, quase caiu para trás. Thábata estava com André, o garoto mais bonito da escola, aos beijos e abraços. Tentou sair o mais rápido possível dali, para que ninguém a visse.

É, eles não estavam namorando. Estavam ficando. Aí que Mel pensou que não valia a pena andar na linha, andar no caminho certo. "Eu sou toda certa e a Thábata é uma perdida, e é ela que tem valor".

Quando chegou em casa, Mel chorou. Chorou um choro desanimador, triste mesmo. Depois de um tempo de angústia, a campainha tocou.

Chegava na casa Fernanda, prima de Mel. Nossa, há anos Fernanda não aparecia e decidiu passar um tempo na casa da sua tia para estudar, já que seus pais tinham sido transferidos a trabalho para outro país. Pediu para esta guardasse segredo, para fazer uma surpresa à Mel. As duas eram grandes amigas na infância, mas a família de Fernanda se mudou para o sul. Então as duas perderam contato.

_ Não acredito, Fer! Você veio! Que bom!!! _  disse Mel, enxugando os olhos e dando um abraço imenso em Fernanda.
_ Surpresa, prima! Que saudades de você! Agora vamos ter um tempo para matar a saudade... Peraí, você estava chorando?
_ Bem, não... ai... eu estava, mas não é nada importante.
_ Ai, Mel, tá... posso te pedir uma coisa? Quer orar comigo agradecendo por este tempo que Deus nos deu para estarmos juntas?
_  Vamos orar sim, Fer.

As duas começaram a oração. O coração de Mel estava alegre, pois não ia ficar sozinha. Sua amiga de infância estava ali, pertinho... teria com quem conversar, sair, se divertir. Era tudo que Mel queria...
Fernanda agora iria ser transferida para a escola de Mel. Tudo seria diferente. A vida de Mel iria mudar de uma maneira impressionante...


Quer saber mais? Acompanhe o próximo post da saga! (gostei desse suspense... rsrs)

Um grande beijo no seu coração!

Suh

domingo, 4 de março de 2012

Destruí os sonhos de Deus para minha vida (Parte 3 - Final)

Postado por Suellen (Menina aos olhos do Pai) às 18:16:00 8 comentários
Realmente, o pensamento de Edite estava fixado em um Deus relutante, de coração duro e vingativo, como muitas vezes acabamos pensando. Um Deus que se distanciava de seres humanos tão imperfeitos. Deus perdoaria os dois, sim, mas antes os faria sofrer dores, pagarem penitências para serem dignos novamente do Seu tão puro amor.

Mas, ao lermos a Bíblia, vemos que o nosso Deus demonstrou graça e amor desde o início da história da humanidade. E não temos idéia da dimensão da graça do nosso Pai. O pai do filho pródigo quando o viu voltando para casa, cheio de compaixão correu para o seu filho, o abraçou e o beijou! Deus se alegra quando um filho perdido é achado!

Deus está de braços abertos para nós, mas muitas vezes por medo ou vergonha, nos desviamos do abraço dEle. Tentamos uma autopunição para nos libertarmos da culpa. Mas, Jesus amava as prostitutas,  os estrangeiros, os cobradores de impostos, os ladrões, enfim,  Jesus demonstrou graça aos que tinham cometido erros terríveis. Deus não quer pessoas que digam: “Eu sou bom, boa demais”. Deus quer pessoas que clamem por Ele e confiem no seu socorro, na sua graça e na Sua Palavra. Onde abundou o pecado, superabundou a graça!

Edite sentiu no coração de orar com Eros. Pedir ao Deus amoroso o perdão, a limpeza. A graça de Deus existe e era ela que eles queriam viver naquele instante.

Muitas lágrimas foram derramadas naquela oração. Ao mesmo tempo, um ânimo encorajador estava entrando naqueles corações. A presença de Cristo era tão doce, tão real...

Decidiram não mais terem nenhum envolvimento físico que os levasse a errar outra vez. Escolheram esperar, começar do zero, e entregar o relacionamento e seus corações por inteiro ao Rei dos Reis. Não iriam deixar o inimigo vencer nessa. Deus era por eles, sempre foi!

Aceitaram correr para os braços daquele que pode salvar e os limpar de toda impureza, de todo pecado. Uma nova página se iniciava e era Deus que estava com a caneta para iniciar uma linda história. Tudo se fez novo...

Você pode estar sendo neste momento agindo como Eros, ou como Edite. Pode parecer que Deus está distante e não vai te perdoar por tantos erros. Mas não é assim. Ele está te esperando, no mesmo lugar. Ele te entende. Ele já esteve no seu lugar quando veio ao mundo, com o objetivo justamente de redimir a sua vida!

“Por essa razão era necessário que Ele se tornasse semelhante a seus IRMÃOS em todos os aspectos para se tornar sumo sacerdote misericordioso e fiel com relação a Deus e fazer propiciação pelos pecados do povo. Porque, tendo em vista o que ele mesmo sofreu quando tentado, ELE É CAPAZ DE SOCORRER aqueles que também estão sendo tentados”. Hebreus 2:17, 18.

Cristo morreu ao nosso favor quando ainda éramos pecadores. E isto foi feito pela graça. Nós não merecíamos, de maneira nenhuma, mas Ele escolheu nos amar! Quando nos deparamos com a Palavra, vemos que Jesus não veio para os fariseus, para os judeus “certinhos”. Jesus veio para os pecadores.

“Portanto, visto que TEMOS UM GRANDE SUMO SACERDOTE que adentrou os céus, JESUS, O FILHO DE DEUS, apeguemo-nos com toda firmeza à fé que professamos, pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém sem pecado. Assim, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade”. Hebreus 4:14-16

Que o Senhor abençoe ricamente a sua vida,

Vislumbre a graça!

Um grande abraço,

Suellen de Souza

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Orar ou beijar?

Postado por Suellen (Menina aos olhos do Pai) às 13:11:00 2 comentários
 
As coisas espontâneas são sempre mais gostosas, elas dão um sabor diferente à vida. E em se tratando das coisas do coração, mais ainda.

A gente nunca espera que vá encontrar de repente, da forma mais inusitada, num evento qualquer, aquela pessoa que vai deixar nossos instintos mais aguçados, nosso corpo acelerado e a mente admiravelmente vívida a fim de nos proporcionar a aproximação até esse alguém.

Nas coisas do amor , é sempre melhor quando acontece assim. Jacó encontrou a Raquel enquanto esta tirava água de um poço. Não se conteve, beijou-a. Imprevisível, oportunista como só ele sabia ser, não se furtou em demonstrar desde o início seu afeto por aquela que foi seu amor maior durante toda a vida.

Contudo, nem sempre é assim. A espontaneidade vez e outra é aviltada por acordos e formalidades. Foi assim quando dos casamentos arranjados. Verdadeiras prisões para aqueles que não se amavam. Ou mil vezes pior: amavam outro alguém!

A formalidade adentrou mesmo nas igrejas cristãs! Não sei onde surgiu tal pensamento, mas em algum lugar alguém teve a “bendita” idéia de que haveria de se orar antes de começar a namorar . Fazia-se necessário saber a vontade de Deus. Não poderíamos correr o risco de nos relacionar com alguém não escolhido para nós. Uma espécie de predestinação amorosa...

Eu mesmo cheguei a comprar essa idéia, infelizmente. Tanto que durante um tempão da minha adolescência e juventude fui um tosco paquerador. Essa história fez muita gente desaprender a namorar. A oração se tornou xaveco malfadado de crente.

E desse jeito, não há espaço pra conquista, para a sedução e para a doce poesia exalada dos poros dos amantes. O bom e velho jogo da conquista cedeu vez para uma “espiritualização” da vida afetiva dos jovens.

Orar a Deus diante das nossas escolhas, falar com ele sobre nossos passos, pedir que nos direcione, tudo isso é muito bom e eu também quero sempre agir assim. O grande problema era a forma preestabelecida para que Deus mostrasse seu querer.

O mais complicado disso é a atmosfera de censura diante dos namoros que não percorressem a via imposta pelos líderes. Namorar sem seguir esses passos era quase o mesmo que estar em pecado.

Supostamente, se Deus tem alguém destinado exclusivamente para a gente, de certo ele vai preparar tudo a fim de que não erremos a pessoa, e caiamos logo nos braços de nosso amor sem interferência alguma. E é muito importante se preocupar com os “laços do inimigo” – isto é, pessoas que o diabo coloca em nossas vidas para nos desviar dos planos divinos.

Com isso, a “neura” atingiu a galera. Quem leva a sério aquilo que diz crer, devido à falta de entendimento sobre o assunto, vai cumprir direitinho o que lhe é ensinado. E se não cumpre, imputa a si mesmo as penas psíquicas merecidas pela transgressão.

Comportamento doentio, envolvimento amoroso sem beleza, dificuldade de se relacionar, isso e muito mais tem marcado alguns homens e mulheres evangélicos.

Na minha vivência em comunidades cristãs desde a infância, detectei algo que tenho chamado de síndrome da menina ou do menino crente.

E com a mulher é bem mais grave. Sofrendo desta síndrome, na espera do príncipe encantado e cristão, portador de um estereótipo irrepreensível, quase que sobre-humano, isento de pecados e, ainda por cima, tendo que ser de sua denominação, as jovens mais rigorosas acabam por ficar escanteadas nas suas comunidades de fé e na vida em geral.

São aquelas que a gente chama de “as solteironas” das igrejas. Geralmente mulheres um tanto já amarguradas, de difícil trato, já algum tempo dadas às fofocas (nem todas, mas muitas, visto que a vida dos outros possui mais emoção que a delas), de quadro progressivamente agravado devido à proximidade da casa dos trinta anos.

Qualquer mulher não-neurotizada pela religião, engajada em sua vida profissional, certa de sua beleza e simpatia, tranquila quanto a si mesma, não viveria os dramas encontrados entre as jovens das igrejas. Isso porque elas se permitem ser cantadas, se permitem relacionar, acreditam que devem dar a si mesmas a chance de ir em busca da felicidade.

Com os homens a gravidade talvez esteja em outros aspectos. A porcentagem de jovens evangélicos envolvidos com algum tipo de pornografia é enorme. Qualquer pesquisa honesta realizada nas igrejas revelará o grau de envolvimento e recorrência a esse tipo de escape psíquico-emocional.

Mal compreendedores de sua sexualidade e do que é um relacionamento amoroso saudável, os meninos acabam por se “guardar”, restringindo seu envolvimento, e muitas vezes – à semelhança das jovens – tendo expectativas ilusórias acerca da “prometida”, eles acabam por lançar mão daquilo que tem em maior abundância na internet: a perversão encontrada no sexo fácil e virtual.

A espera é longa e o que se espera pode bem ser uma miragem, não um oásis. Daí nunca encontrarem a pessoa ideal.

E tudo isso porque a sexualidade quase sempre foi um problema para o cristão. Desde a Igreja Católica aos atuais evangélicos, o sexo é tratado como tabu, o prazer como pecado; e com isso, a espontaneidade como tentação.

O que durante muito tempo trouxe um falso alívio aos católicos foi a ausência do sexo nas mensagens dos sacerdotes e o espírito do “não-praticantismo” muito frequente entre os que se denominavam católicos. Isso tem acabado com o crescimento dos movimentos de renovação e ressurgimentos de padres mais atualizados que têm produzido um movimento paralelo ao pentecostalismo evangélico.

Seria bom que os jovens cristãos continuassem a orar para namorar, mas que já cheguem diante da pessoa amada “orados”. Que falem com Deus desde o primeiro momento em que mirarem o alvo de seu afeto. E acreditando na inteligência, bom senso e prudência dispensados por Deus.

Confiando ser aquela pessoa alguém de valor, que partam pra cima!

Não adianta espiritualizar as coisas. Tudo já é espiritual para quem abriu seus olhos e percebeu que o mundo em que vivemos está intimamente ligado às dimensões espirituais. De forma que comer, beber, beijar e fazer amor é tão espiritual quanto orar, meditar e fazer caridade.


Por Humberto Ramos
Blog Visão Integral

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Destruí os sonhos de Deus para a minha vida... [Parte 2]

Postado por Suellen (Menina aos olhos do Pai) às 07:31:00 2 comentários
Olá, pessoal! Vamos à continuação da história de Edite e Eros? Se você não acompanhou o início, clique aqui e aqui . :-D

Let's go!


Destruí os sonhos de Deus para a minha vida... [Parte 2]

Edite saiu do culto muito confusa. Não sentia mais vontade de orar como antes. Seu coração estava muito apertado e a culpa consumia sua mente. Quando chegou perto de Eros, sentiu que tudo tinha esfriado entre eles. O relacionamento “exemplo” para todos parecia fadado ao fracasso.

- Meu Deus! A verdadeira razão para a paz e a alegria que sentíamos não está mais presente. Retiramos Jesus do meio do nosso namoro... pensava Edite, e tudo parecia um caminho trilhado sem volta.

Eros olhou para ela com um olhar tímido, e ela retribuiu da mesma maneira. Foram andando para casa sem dar uma palavra. Até que Eros, deixando Edite na porta de casa, decidiu ler outra vez a palavra dita pelo pastor no culto da noite. Abriu a Bíblia, com os olhos marejados de lágrimas, e leu I João 1:9:

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça.”


Os dois se abraçaram e choraram um choro compassivo. Como se tivessem voltado a ser crianças, se dirigiram aos braços do Pai naquele momento. A culpa estava dando lugar ao arrependimento e Deus estava trabalhando neles, nitidamente.

Eros olhou para os olhos de Edite e pediu perdão. Ela fez o mesmo.

- Eros, será que Deus nos perdoa? Tenho medo até de orar pedindo isso. Deus não vai mais me ouvir depois do que eu fiz...

Neste momento, veio na mente de Eros a parábola do filho pródigo. Nunca tinha imaginado viver história igual. Sempre na casa de seu Pai, decidiu numa atitude egoísta suprir seus próprios desejos. E agora estava com o coração em frangalhos e suas vestes de louvor estavam dando lugar a trapos...

- Edite, lembra do filho pródigo? Apesar de tudo o que tinha feito, ao se arrepender e voltar para o pai, tudo tinha se tornado diferente. Seu pai tinha ficado alegre! Jesus é assim, minha querida, Ele age assim!

Edite olhava para Eros e continuava com os pensamentos lhe corroendo a alma...






Quer saber da terceira parte?


Continua no próximo capítulo! hahaha


Beijãaaao! 


Bom feriadooo!


Suh


quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Destruí os sonhos de Deus para minha vida... (Parte I )

Postado por Suellen (Menina aos olhos do Pai) às 05:24:00 0 comentários
Olá, galerinha! Não sei se vocês leram a postagem "Os (des) caminhos do prazer" que coloquei recentemente. Fiquei impactada pela história e imaginei quantas pessoas estão passando por esta situação e não tem coragem de recomeçar. Quando eu estava meditando e orando, Deus colocou no meu coração de dar uma continuação à história do Bruno, dando uma visão da Edite e de tudo que ela passou, para encorajar às moças que esperam e dizer às que se equivocaram em uma parte do caminho que o Senhor nos ama e perdoa nossas falhas quando nos arrependemos e fazemos a vontade dEle. Sem mais delongas, segue a versão de Edite. Bjs!

Destruí os sonhos de Deus para minha vida...  (Parte I )


A mente de Edite estava entorpecida depois de tudo aquilo. Nunca tinha sentido algo igual aquela noite. No momento era algo bom, sublime, mas por que seu coração estava tão triste e preocupado? Ela sabia da resposta, sabia que tinha passado dos limites. Sabia que tinha jogado todo seu aprendizado pela janela naquele momento. Não tinha lembrado de Jesus quando suas vontades estavam sendo supridas...

Enquanto estavam à caminho da igreja, veio à mente de Edite que aquele era o seu dia de ministrar o louvor. “E agora?” pensou assustada. Como ela iria ministrar sobre a vida das pessoas e falar do Cristo que ela mesma não considerou? Ela se sentia suja, numa imundície sem fim, mas teria que colocar uma máscara e demonstrar a pureza e inocência que não possuía... “E agora? Não sou digna de estar na igreja.”

Edite não conseguia olhar para Eros. Estava com muita vergonha e medo. Sabia que seu relacionamento não seria mais o mesmo e que agora as coisas tomariam um rumo diferente. Já tinha visto e ouvido diversas histórias de moças que foram abandonadas pelo namorado, foram desvalorizadas e alvos de fofoca, que perderam cargos importantes na igreja e que até mesmo acabaram esperando um bebê... diversas possibilidades passavam à sua mente, deixando-a numa angústia sem tamanho.

 Seus olhos ficaram marejados de lágrimas ao imaginar que seu sonho de criança tinha sido desfeito... queria casar na igreja, com um lindo vestido... sonhava com o caminho do altar, com as pessoas a observando, com seus pais orgulhosos e seu coração alegre de saber que tinha esperado e que Deus a tinha recompensado. “Acabou tudo, joguei fora os sonhos de Deus para minha vida” lamentou.

Também se lembrou do compromisso que tinha com Deus e que tinha abandonado. Lembrou-se de um seminário que tinha participado sobre relacionamentos e sobre o comportamento que uma menina de Deus tinha que ter. Ela deveria ser como uma princesa para um príncipe de Deus, mas não tinha se comportado como tal. Edite não se sentia mais uma filha do Rei. Era como se a sua coroa de princesa tivesse no chão, quebrada, em mil pedacinhos. Para ela, já não era a princesa de Deus, sentia-se como Judas, traindo a amizade de Jesus. “Joguei minha comunhão fora por causa de alguns instantes com Eros... como pude fazer isso!”

Quando chegou à igreja, iniciou-se a atuação. As máscaras tinham sido colocadas. Cumprimentos e mais cumprimentos antes do culto, chegou a hora de iniciar mais uma atuação. O momento mais difícil de sua vida se aproximava...

O momento de louvor começou e tudo saiu bem. Edite ministrou e a igreja se dispôs a deixar que as letras dos louvores entrassem no coração. Em alguns instantes, Edite vislumbrou Eros no banco com os olhos tristes... e sentia como se a culpa fosse só sua, como se ela tivesse prejudicado a vida de Eros com Deus. A culpa  corroía sua alma e seu coração estava mergulhado em  agonia...

Não conseguiu voltar e sentar perto de Eros. Sentou à frente mesmo. A Palavra da noite iria começar.

Quando o pastor abriu a Bíblia e trouxe o versículo, na hora Edite teve um sobressalto. “A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual.” (I Ts. 4:3). Parecia que o pastor sabia do que tinha acontecido e que a pregação estava intimamente direcionada a eles dois.  “Fuja dos desejos malignos da juventude e siga a justiça, a fé, o amor e a paz, juntamente com os que, de coração puro, invocam o Senhor.” (II Tim. 2:22). Edite sentia como se já fosse tarde demais para cumprir esta palavra, tudo tinha acabado. Mas será mesmo que tinha acabado?


Não perca a continuação dessa história, honey!!! :-D

Vitórias,

Suellen de Souza



domingo, 15 de janeiro de 2012

Movimento Eu escolhi Esperar

Postado por Suellen (Menina aos olhos do Pai) às 05:23:00 3 comentários
RIO - Uma galera da geração Facebook está usando as redes sociais para propagar um hábito da época de seus avós: casar virgem. No site de relacionamentos criado por Mark Zuckeberg, mais de 212 mil já curtiram o movimento “Eu escolhi esperar” (EEE), que defende o sexo somente após o matrimônio. No Twitter, são mais de 80 mil seguidores. Mas eles não se mobilizam só no mundo virtual. No próximo sábado, cerca de mil jovens, muitos deles usando pulseiras de silicone com o nome da causa, reúnem-se na Igreja Congregacional de Bento Ribeiro para um seminário.
A bióloga Samira Yunes, de 27 anos, nem precisou ir a esses encontros. Ela aderiu ao movimento em julho de 2011.
— É um movimento de jovens que querem esperar o par certo. Antes, a minha maneira de escolher um namorado era baseada na carência, para não ficar sozinha — diz Samira, que resistiu à iniciação sexual mesmo antes de se tornar evangélica, há três anos. — Tinha uma vida normal de ficar com caras que nem conhecia direito, mas, graças a Deus, me preservei. Samira não tem pressa e leva seu ideal escrito na pulseira. Diferentemente das famigeradas pulseirinhas do sexo, que tinham em cada cor um significado sexual, os acessórios coloridos do EEE têm um só sentido:
— Todas as cores querem dizer que discordamos da libertinagem antes de casar. Idealizador do EEE, o pastor
Nelson Junior, da Igreja em Vitória, no Espírito Santo, diz que o movimento, criado há oito meses, se espalhou para além das igrejas evangélicas.
— Temos católicos e pessoas que nos seguem só por princípios — conta o pastor de 35 anos, que se casou virgem aos 21.
— Fizemos a pulseira como um contraponto à pulseirinha, cuja brincadeira era arrebentar. A nossa não arrebenta. Larissa Araújo, de 23 anos, e Nelson Marcelino, de 30, seguem a cartilha e só vão se beijar após o casamento.
— Andamos de mãos dadas e trocamos carinhos até um certo limite. Quando sinto vontade, oro ou vou correr na praia — conta Nelson, sem vergonha de dizer que é virgem.


Fonte: http://oglobo.globo.com/rio/mais-de-200-mil-curtem-movimento-no-facebook-que-defende-virgindade-3671165#ixzz1jX5vD8dl

sábado, 14 de janeiro de 2012

Os (Des) caminhos do prazer

Postado por Suellen (Menina aos olhos do Pai) às 07:01:00 0 comentários
Olá, queridos e queridas! Quero deixar com vocês estas postagens feitas pelo Bruno Ribeiro
( @janasequev ) no blog Projeto Defunto (onde morrer é preciso, devemos fazer morrer a carne para obter a santidade).

Já acompanho este blog há um bom tempo. Se quiser pode visitá-lo e ver como é edificante!

Estas postagens do Bruno falam sobre os caminhos e decisões tomadas pelo casal Eros e Edite, que possuem uma história intrigante e reveladora e que deixaram que os desejos carnais ultrapassassem sua vida com Deus e compromisso com Ele. O post é grande, pois a história tinha sido dividida em 4 partes. Mas te garanto que vale a pena. Vamos lá?! :-)


 OS (DES)CAMINHOS DO PRAZER

 O sol lentamente se despedia ao mesmo tempo em que apressadamente apresentava o luar e lhe punha iluminado no centro das cenas prestes a se desenrolar. A brisa suave do outono refrescava-lhes os ânimos ao passo que os conduzia a uma atmosfera bela e majestosa cuja imponência podia ser contemplada nas abóbadas celestes decoradas com raios de luz róseo-alaranjados. Cores vibrantes e doces de um dia que chegava ao seu fim, trazendo em seu bojo uma noite brilhante e clara como cristal, estrelada, enluarada... Uma cenografia de longe das mais românticas e propícias à celebração do “amor” em suas mais diversas manifestações.

Os relógios já marcavam pouco mais de 18h e Eros chegava a sua casa acompanhado de Edite, após passar uma tarde muito agradável na companhia de parentes e amigos, celebrando o aniversário de um dos mais de vinte primos dele. Almoços, sobremesas, conversas, brincadeiras, diversões, descontrações, lazer, distrações, opiniões... Realmente havia sido uma tarde daquelas! Nem sempre é possível reunir a família como havia sido feito naquela tarde outonal de domingo. Geralmente, dizem que família grande só se reúne em casamento e velório. Eros compartilhava desse senso comum, mas soube identificar algo incomum nesse dia: toda a família estava reunida. E toda mesmo!
O primo Roberto era um dos mais queridos e o seu aniversário de 25 anos era motivo de comemoração, alegria e felicidade para todos os parentes tanto próximos como distantes, principalmente. O clima de confraternização era bastante agradável, pois a família de Eros era carismática, comunicativa e muito despojada: gostava de fazer os outros se sentirem bem (e muito bem em seu meio!). Era por isso que Edite gostava tanto de estar com todos eles. Realmente sentia-se (e faziam-na sentir) como membro da família. Contudo, a tarde findava e chegada era a hora de se despedirem, pois a noite despontava e o compromisso lhes chamava a mente a qual havia se ocupado com supérfluos e futilidades quase sem-fim por horas a fio...
Entrando em casa, Eros sabia que não haveria ninguém a esperá-los em sua confortável e aconchegante residência desde que seu irmão casara, e mudara-se dali para um lugar distante, e seu pai já não fazia mais parte desse “mundo mortal”. Restava-lhe sua mãe como companhia presente e contínua. Contudo, ela permaneceu na casa de Roberto, pois decidira fazer hora até o horário de início do culto em sua igreja. Sim, Dona Margot era cristã evangélica e aos domingos à noite “batia ponto” em sua comunidade local.


Eros já sabia que Dona Margot não iria passar em casa antes de se dirigir ao culto naquela noite, pois ela lhe havia comunicado quando de sua saída da casa de Roberto juntamente com Edite. A princípio, ele não viu problemas nisso, pois racionalizara “friamente” que passaria em casa apenas para tomar um banho, arrumar-se, pegar as coisas de Edite e, então, partiriam para seu compromisso. E tudo ia bem até que repentinamente...
E tudo ia bem até que repentinamente imagens em forma de “flashes” começaram a surgir na mente de Eros. Inicialmente, pareciam instintivos (e realmente o eram!) e vinham à tona de suas sinapses mentais como vento que não sabe para onde vai e nem de onde vem. “Que será isso?!”, perguntava-se intrigado. “Que louco!”, num misto de admiração e espanto indagava-se o porquê de tudo aquilo. E num curtíssimo espaço de tempo, estava ele embebido em imagens as quais não acreditava terem encontrado abrigo no mais profundo de sua mente. Ao longo do caminho de volta para casa, enquanto Edite lhe falava, encontrava-se entorpecido, absorto, “perdido”, desfrutando cenas que pareciam intermináveis em e inafastáveis de sua consciência. Até que Edite lhe chama a atenção de forma ríspida e o faz despertar de um “sono devidamente desperto”; um “sonho precisamente real e vívido”.
Mas qual seria o motivo de tanta informação escondida por entre seus neurônios que o deixavam até certo ponto insensível ao mundo ao seu redor? Sem se aprofundar muito e sem ir além demais, a resposta veio a Eros como um lampejo de luz: rápida, instantânea e bem nítida.  Agora, as imagens mentais caminhavam por outras partes do seu corpo sob a forma de sensações diversas: a garganta secava, a voz não saía, os lábios ressecavam, o coração acelerava; sentia seus vasos sanguíneos dilatando-se para possibilitar a passagem de mililitros cada vez mais densos e acelerados de sangue; e este era semelhante a água em ebulição – fervia! – queimando-lhe as paredes de suas artérias e veias, fazendo sua pele esquentar como fornalha superaquecida; Eros sentia o rosto fumegar, as mãos suarem, as canelas cabeludas umedecerem e uma sensação exótica de desejo ardente. E como ardia! Partes do seu corpo já evidenciavam esse desejo que lhe parecia ter arrebatado a alma, ter-lhe tirado o alicerce, ter-lhe levado a outra dimensão, ter-lhe usurpado a consciência, conduzindo-lhe para fora de si. Uma sincronia de sons, sensações, imagens...
Edite aparentemente estava perdida. Seu abraço para Eros foi o sinal de que precisava para expressar as sensações que lhe corroíam o âmago de seu ser e lhe permitia experimentar as mais diversas paixões humanas. Sem mencionar uma palavra sequer, lançou-se aos beijos com Edite e lhe tomou em seus braços. Suas consciências já não mais existiam como pessoais e individuais, pois já haviam se fundido em um só clamor: a necessidade de satisfazer os desejos que lhes consumiam a alma. 

Enlouquecidos e totalmente absortos, entregaram-se ao que tanto queriam e ansiavam reciprocamente. A sala de estar de dois ambientes tornou-se pequena para tanto desejo, tanto afeto, tantas carícias, tantos sons, tantas palavras românticas e carentes de um amor insaciável. Para tanto, foi necessário recorrer ao quarto de Eros, à cama de sua mãe, à pia do banheiro, debaixo do chuveiro, ao chão da cozinha... Menos mal as janelas da casa inteira estarem fechadas. E bem fechadas!...
Após inúmeras explosões de prazer, ainda jogados no chão da sala entre roupas e calçados, em sua semiconsciência, Eros se lembra do compromisso (seu e de Edite) e corre para ver as horas no relógio mais próximo. Uma hora já havia se passado e eles nem se haviam dado conta disso. Agora, restavam-lhe apenas 15 minutos. 

O frenesi toma conta deles e começam a ajeitar os cômodos da casa, colocam os móveis no lugar, limpam aquilo que haviam sujado, tiram as roupas do chão, guardam os calçados em seu devido lugar, buscam no guarda-roupa a vestimenta própria para uso, calçam-se, penteiam-se, perfumam-se, aprontam-se, fecham toda a casa e saem – partem rumo ao lugar onde tem compromisso firmado. Compromisso esse semanal!

Ao longo do caminho, Eros se põe a pensar em tudo o que aconteceu entre ele e Edite enquanto estavam em sua casa. Começou a questionar por que sua mãe não voltara com eles. Algo lhe imprimia um sentimento de grande remorso. “Será que tinha a ver com o compromisso?”, ponderava ele. Nem ele nem Edite trocaram palavras, muito menos olhares durante todo o deslocamento.

Ao chegarem ao local, sentiam-se “estranhos”. Havia uma sensação inusitada de sujeira, imundice, nojeira mesmo. Parecia que estava estampado em suas testas o que eles haviam acabado de fazer. Mas, ao mesmo tempo, conduziam bem naturalmente seus cumprimentos, sua maneira educada de falar, o modo discreto e carismático de dizer “Boa noite, irmão!”, “Como vai, irmã?”... Irmão??!! Irmã??!! Ah, sim, claro! 

A igreja era o lugar em que eles se encontravam com seus “irmãos” e suas “irmãs” em Cristo. Era lá que eles mostravam sua bela cordialidade, simpatia, doçura e amabilidade. Era lá que eles eram vistos como “casal de Deus” e o mais bonito par de namorados da igreja local. Eram dignos de admiração por cada membro senão por todos. E o compromisso? Então... Eros era Professor da Classe de Jovens e Edite, líder de louvor. Batizados nas águas há pouco mais de 8 anos. Por falar nisso, nessa noite era ela quem iria ministrar os momentos de louvor no Culto Divino.
E o primeiro momento chegou. Algo acontecia com Eros ao ver Edite lá na frente entoando louvores considerados magníficos e celestiais. Ela é considerada por muitos como uma das poucas jovens usadas por Deus “de verdade”. As pessoas sentem a presença do Espírito Santo ao vê-la louvando a Deus. 

Mas parecia que não era bem isso que Eros estava sentindo naquela ocasião. O incômodo crescia gradativamente conforme as notas melódicas e a letra intensa iam se harmonizando com a atmosfera santa e reverente daquela comunidade local. Ao seu lado, Dona Margot chorava, comovida ao se sentir tocada por Deus.
Eros não conseguia apagar de sua mente tudo que havia ocorrido entre ele e Edite em sua casa há pouco menos de uma hora e um aperto dolorido lhe tomou o coração de uma forma jamais sentida – ou pelo menos – percebida anteriormente. Ainda balbuciavam nas profundezas de seus recônditos mentais as imagens que o levaram a tudo aquilo. E claramente ele enxergou a origem de tudo. A madrugada anterior lhe revelava nitidamente as cenas como um papel a se desenrolar diante dos seus olhos. Mais do que isso, o conteúdo da pasta “Histórico” do Internet Explorer de seu notebook dizia-lhe por si mesmo: “Brasileirinhas”, “Buttman”, “Porntube”, “Xvideos” são apenas alguns dos sites que o “divertiram” durante a madrugada de sábado para domingo. Com isso, Eros entendeu que o que havia acontecido entre ele e Edite já havia começado muito antes em sua mente, pervertendo todo o seu coração e contaminando as suas atitudes e os seu comportamento.
Mais uma vez absorto em seus pensamentos, não percebera que Edite já havia terminado sua ministração e o pastor já iniciara o sermão daquela noite. Ainda “perdido”, algo lhe chamara a atenção bruscamente. Foi quando o pastor leu em voz alta: “A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual.” (I Ts. 4:3). “E desde quando o pastor lê a minha mente?”, indagava a si mesmo estupefato. Conforme prestava atenção nas palavras discutidas, analisadas e proferidas pelo pastor, mais uma vez sente um baque dentro de si. “Fuja dos desejos malignos da juventude e siga a justiça, a fé, o amor e a paz, juntamente com os que, de coração puro, invocam o Senhor.” (II Tim. 2:22). “Por que ele olha fixamente pra mim enquanto discorre sobre esse texto? Seu olhar me fita como se houvesse apenas eu aqui na igreja.”, analisa um Eros bastante incomodado.
À medida que o tempo passa e o pastor parte para a finalização do sermão, Eros sente que algo o toma pela mão e o leva à beira de um precipício num lugar ermo, frio e escuro...
Contudo, tais sentimentos deram rapidamente lugar à incerteza, ao medo e à dúvida. “Será que consigo vencer isso? Por quanto tempo? Deus está me perdoando? Mas e as consequências? Isso já é o suficiente?

Mas e se eu voltar a fazer tudo de novo? Ainda há jeito para mim e para minha vida?” Perguntas, perguntas e muito mais perguntas. A inquietação o arrebatou incisivamente e agora ele já não sabia pra onde olhar, o que pensar, pra onde ir e o que fazer. Nesse momento, uma voz bem audível lhe diz claramente em tom suave e agradável:

“O anjo do Senhor disse a Satanás: ‘O Senhor o repreenda, Satanás! O Senhor que escolheu Jerusalém o repreenda! Este homem não parece um tição tirado do fogo?’. Ora, Josué, vestido de roupas impuras, estava de pé diante do anjo. O anjo disse aos que estavam diante dele: ‘Tirem as roupas impuras dele’. Depois disse a Josué: ‘Veja, eu tirei de você o seu pecado, e coloquei vestes nobres sobre você’.” (Zacarias 3:2-4).
Algo incomodava Eros. Palavras, vozes, revelações, sintomas, sensações, emoções... Nada disso lhe havia ocorrido antes. Tudo era muito belo, mas, ao mesmo tempo, estranho e amedrontador. Então, ele resolveu conversar com Deus e Lhe pediu uma resposta concreta de que Ele estava lhe falando, exortando-lhe a mudar as práticas habituais e lhe incitando a aceitar Seu perdão.

Ao se dar conta de si mesmo, Eros estava com a Bíblia aberta em Romanos 12: 2 que relatava: “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.“. Eros fechou sua Bíblia e só percebeu que se debulhava em lágrimas porque Edite lhe oferecera um lenço de papel. A essa altura, ela havia presenciado tudo e provavelmente entendia o que lhe acontecia mesmo sem ele ter dito uma palavra sequer.

Ao se recompor, Eros se deparou com a palavra final lida pelo pastor naquela noite: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1 João 1:9). Algo de maravilhoso (e ao mesmo tempo terrível), naquela noite, havia mudado o rumo daquelas vidas para sempre!
                                   (Continua? Deus sabe...)

#TamuJuntu e #pracimadele

Forte [ ]

Bruno Ribeiro
@janasequev
r-brunn@hotmail.com

 

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