quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A árvore dos Olhos Verdes - Um conto...

Postado por Suellen (Menina aos olhos do Pai) às 05:18:00 0 comentários
ÁRVORE DOS OLHOS VERDES
Castro Lins


Houve tempos em que os heróis nasciam no nordeste brasileiro, vestiam couro impenetrável, cruzavam a caatinga hostil em seus cavalos impetuosos a arrebanhar. Quando despertos a fuga do boi ligeiro, os vaqueiros disparavam a cavalgar... E quando por fim paralelos ao seu alvo, um desses prendia sua mão firme como corrente no rabo do boi arisco e com um forte desviar esquerdo do seu cavalo, o pobre animal fugitivo vinha ao chão erguendo poeira para ocultar sua queda abruta. Toda aquela perseguição empolgava o dia a dia do sertanejo. E o árido solo nordestino era um coliseu romano onde o homem e a fera arisca furtiva duelavam, uma caça envolta a arte de perseguir e derrubar, uma tourada brasileira que foi parte do trabalho exaustivo do sertão em dias de outrora.

Seu Jaime foi o maior vaqueiro de profissão conhecido entre aqueles tempos, pisara em todos os solos denominados nordeste desse Brasil, derrubou tantos bois quanto os dias da sua vida. Cavalgava esbelto e levava em sua garupa os corações das moças dos vilarejos por onde passava, deixava-as carentes, amputadas de órgão tão vital sempre quando ele partia em busca de uma nova aventura, um novo desafio. Jaime conquistara o respeito do povo pobre pela sua humildade e coragem, ninguém contava histórias como ele! Também se beneficiou de forma tamanha das riquezas dos fazendeiros, que logo careciam de seus serviços como vaqueiro.

O tempo é um boi santo e bravo que nem o próprio Jaime, príncipe dos vaqueiros, poderia perseguir e deter, ele não é nunca arrebanhável e foge como uma presa que zomba de seus caçadores. Conta a lenda que aquele vaqueiro capaz de emparelhar-se em corrida com o boi santo do tempo e, ferozmente, freá-lo puxando por seu rabo para então lançá-lo em terra, esse tão capaz, seria galardoado com uma nova juventude viril. O tempo será retrocedido para coroar esse vaqueiro vencedor.

Durante os dias do mandacaru verdeado, do caju que trava na boca e da pitomba com caroço... Jaime tinha se empenhado sobre tudo nessa vida e sua fama de herói do nordeste ganhou até as terras mais distantes e agrestes, entretanto, o boi do tempo havia fugido de suas mãos de corrente e Jaime envelheceu. O vaqueiro refugiou-se enquanto sua velhice, em uma terrinha simples de trechos salobra no sertão baiano.

O sol que estava sobre a terra, decidiu fixar-se não cedendo espaço para nuvens escuras que lembram um belo dia para o sertanejo. Por um tempo de sobremodo incômodo a qualquer vida, não chovia no sertão. Os rios secaram. A fome tornou-se peste que levou muitos embora consigo. A semente foi a primeira a ser enterrada e lá permaneceu sem nunca ousar germinar. A seca fez da terra esposa estéril e dos homens maridos infrutíferos, certamente a mais algoz conhecida pelo seres que moram embaixo do sol. Poucos fortes da caatinga ainda sobreviviam. Entre estes estava Jaime, quando todos outros de sua idade jaziam mortos.

A vida ainda resistia, cativa a seu velho corpo. O vaqueiro possuía em suas terras uma caverna, um lugar em segredo onde milagrosamente ainda havia água barrenta em um poço secreto. Era dessa fonte escondida que o próprio retirava o seu resto de vida, ainda bebia ele e seu velho cavalo de mocidade. Jaime vigiava atento dia e noite sua fonte, pois sabia bem que não podia dividi-la para mais alguém antes que a seca findasse. Todavia naquela noite ultima, dava a lua mais luz que o necessário e entre as sombras o atento vigilante percebe o aproximar de passos a adentrar lentamente em sua caverna. Ele segue o vulto, pronto para um degradante possível duelo pela água. A espreita, escondido entre os lajedos, Jaime observa a aparência do ladrão que de repente é revelada, quando este cruza uma brecha na caverna por onde a luz da lua penetra de forma irrevogável. E o vulto dá lugar a uma bela jovem de traços exóticos, com a pele cor de terra molhada e os olhos de um verde incomparável, afinal, por muitas datas que não houvera verde por sobre a terra. Como nunca antes Jaime estava encantado, sem medidas. Aquela moça era como a chuva mais esperada em anos de sequidão, sua pela confundida com a terra a que pisava e seus olhos de um verde como de um jardim suspenso.


Não havia luz da lua todas as noites. Mas a despeito, o vaqueiro espera a razão do seu encanto por entre as sobras observando-a beber. Á água passara a ser comum, como se fosse farta num rio, cuja importância viera a ser apenas de isca, ou luz que atrai a mariposa desejada. Jaime apaixonou-se perdidamente pelo verde dos olhos da moça da pele cor de terra. Num árido dia decidiu se preparar para então, naquela noite, revelar sua paixão para aquela que ele já a muitas noites conhecia por observar; deixaria ele seu oculto esconderijo nas trevas e contemplaria de perto os olhos de sua amada. Todavia, quando ao dar de beber ao seu cavalo, percebeu o seu reflexo ligeiro e colorado na água barrenta do seu poço. Lembrou da sua velhice em oposição ao seu passado heróico. Os traços maldosos da idade fizeram-no temer o repudio ao revelar-se a sua preferida. Jaime não pode chorar ainda, pois a seca alcançara a sua alma. Decidido a um ultimo gesto de fé antes da morte pelo desgosto tristonho, o vaqueiro selou seu velho cavalo, precaveu-se do máximo de água que poderia carregar e partiu veloz em busca do boi do tempo, decidido a derrubá-lo e ganhar em troca sua juventude de volta.

Em sua velhice, naqueles dias de seca e fome, o vaqueiro novamente cruzou todo o nordeste na busca corajosa do boi santo do tempo. Viu em sua viajem muitos miseráveis e retirantes fugidos da seca, relutavam contra a morte que os perseguia em encalço. Três meses passaram, e quando a morte sedenta veio das trevas buscar os últimos suspiros do lendário vaqueiro, ou quando o mesmo mal conseguia manter-se mais sobre seu cavalo. Sem espera, algo acontece e surpreende até mesmo a morte que interrompe sua vinda. Um vento altivo de ímpeto indescritível e força indelével perpassa entre a mata, levantas suas folhas secas, choca-se com o velho vaqueiro e o derruba sem esforço do seu cavalo. Era o boi santo tempo, fujão e zombador.
“Deus, meu Paim, tu que é acima dus homi. Tu que cunhece a peleja do nordeste e sabe do meu querer bem. Tu que é o poçu prufundo que num seca, cunforme tuas águas que são vivas, mas se faz sedento para compadecer do seu sertanejo. Tu que é Deus do sol e derrama graça como a chuva de inverno. A velhice frágil demonstra o quanto tu é forte e a juventude altiva o quanto sou fraco, igual gaio podre, diante de ti. Peço Paim, uma ultima glória que vai além do que sou. Dá a esse velho, bom Deus, a chance de uma nova vida, devolve, pela sua misericórdia e carim, meus anos perdidos!” Foi caído em terra seca com o sol sobre sua cabeça e a boca sedenta com o gosto da poeira, que o velho Jaime recitou sua oração.


De repente uma sombra... Ele abre os olhos e seu cavalo o estava a esperar. O vaqueiro monta em seu impetuoso cavalo e desperto da fuga do boi do tempo, dispara a cavalgar tão veloz quanto vento sul. Após três dias ininterruptos de cavalgada no rastro derradeiro do boi, o vaqueiro encontra-se por fim paralelo ao animal cujos cascos desterram o chão onde pisam, deixando uma nuvem de terra suspensa pelo seu caminho. Espinhos e galhos lhe são como capim que o vento corta. Estava cego, pela tempestade de areia que o boi causara em sua fuga, uma perseguição sem precedentes semelhantes entre mortais...

Jaime aproxima seu cavalo ao som dos cascos compassados, e enfim suas velhas mãos alcançam o rabo do boi do tempo. Ele sentiu como se seu braço estivesse a ser arrancado, porém nem mesmo o escuro sangue a escorrer por entre os dedos, tirou-lhe a firmeza. O velho cavalo fez seu último desvio em força para esquerda antes de sua morte pelo cansaço, e o boi do tempo foi arrastado e posto em queda, desabou por muitos espaços até, após horas, parar, prostrado resfolegando sem reação. Caído inconsciente, Jaime dormiu por três dias ao lado do cadáver frio do seu cavalo. Quando acordou, seu primeiro respirar consciente soube que seus pulmões agora comportavam o ar como balões bem cheios, seus olhos acompanhavam o horizonte e seus passos testemunhavam uma jovialidade inesgotável. Viril e moço, como seus tempos de herói, ele voltou em pressa de quem furta do tempo, para o encontro com aquela do seu desejo de amor.

Na medida do longo tempo, recuam os espaços; e logo o vaqueiro retornou para o seu sertão. Compassou seus passos vagarosos, intentando atrasar as horas e chegar em sua caverna no exato momento em que a lua frouxa derrama toda sua luz sobre a noite, no esperado instante da visita do amor que não bate em portas, apenas entra e logo faz morada como hóspede.

Toda espera naquele momento encerrou-se. Jaime entra na caverna e a luz da lua continuava a infiltrar por entre a brecha enlarguecisda, iluminando o gélido corpo de vida ausente da bela jovem, cujos olhos verdes agora estavam cerrados em fechadura.

O príncipe dos vaqueiros tremeu como uma criança que não sabe o caminho de casa. De joelhos diante da moça de pele confundível com a própria terra onde faleceu, ele chorou, pois agora havia acumulado muitas águas em sua alma. Ao seu lado estava o poço seco, cúmplice da assassina sede. Naquele mesmo local, enlutado, ele a enterrou como o camponês que enterra a semente na esperança da chuva. A brecha da caverna ganhou mais tamanho, para que a lua o consolasse com sua luz e o sol zombasse do seu degredo.



Dia e noite Jaime chorou sobre a terra onde enterrou sua amada de olhos verdes e pele cor de terra. E quando não havia verde algum por sobre a terra do nordeste, regado a lágrimas diárias, um pequeno broto rompe o solo e nasce. Um milagre! Naquele dia choveu no sertão embebedando a vida árida. A pequenina planta de olhos verdes, nascida sobre a morte, cresceu e tornou-se árvore, viveu os mesmos anos que o vaqueiro conquistou em sua vitória sobre o boi do tempo.

Jaime ganhou uma nova vida, apenas para saborear o doce vício do amor que se apodera do amante e o amargor triste de perder a quem se ama; “o que adiantou anos mais, sem ela comigo para vivê-los?” Repetiu seu jargão por muitos dias... Todavia logo pode convir que destino pior, tem aquele que morreu sem nunca amar, sem nunca entregar-se ao risco ou a busca do tempo, tentando de alguma forma deter-lo para estender um segundo mais a felicidade.

Diante dos anos dados, Jaime deixou sua vida antiga, seu afã pela fama e glórias heróicas. Dessa vez viveu uma vida ordinária, simplória para apreço do bom Deus que se agrada dos seus pequeninos. Guardou a sela e passou a viver de pequenos artesanatos oriundos apenas da sua “árvore de olhos verdes”. A despeito da tamanha simplicidade, a história da sua segunda vida também percorreu o nordeste como o sopro do vento com tantas direções, pois casais incontáveis vinham a seu encontro para que forjasse de sua árvore alianças de madeira. Alguns fizeram desse artesanato, o símbolo de almas jovens que ousam contra o tempo. Símbolo de um amor de origens sertanejas humildes, plantado em terra seca, regado a lágrimas, mas, sobretudo forte, vivo e verde como olhos da bela jovem da pele cor de terra molhada.

Castro Lins

Certamente ao ler, em qualquer estação do tempo, saberá que escrevi para você esse conto de madeira, fruto do meu simplório artesanato. Espero mágica dele... Que ele seja símbolo de amor, tempo e força em sua vida, ainda que em dias de seca. Dedico-te com todo meu carinho nordestino... Castro Lins para Dayse Molina.






quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Casamento chegando... lembrando das promessas...

Postado por Suellen (Menina aos olhos do Pai) às 04:41:00 3 comentários




Olá, pessoal! A correria é grande, mas estou aqui. Muito contente. Ontem eu e o Tiago marcamos a data do casamento no civil. Glórias a Deus!

Dia 22 e 24 de novembro de 2012. Os dias que estavam escritos nos planos de Deus e eu nem imaginava. Sonhei tanto com esse dia, e agora esse sonho está tomando forma.

Deus colocou no meu coração o desejo de me casar, e de ter um ministério missionário com o meu esposo. E muitas vezes deixei que o meu desespero cobrisse a minha visão da promessa. Errei e feio. Deus tinha reservado para mim uma pessoa especial e o que eu precisava fazer era tão somente descansar nos braços do Pai.

Quando experimentei meu vestido de noiva, tudo passou como um filme na minha cabeça. O quanto eu tinha sofrido e esperado para chegar àquele momento. A fidelidade do Senhor é imensa, sem fim, apesar das nossas limitações.

Peço para que orem por mim e pelo Tiago. As lutas são grandes, mas Jesus está conosco a cada minuto.

Confie nEle e o mais Ele fará. :-D

Bom é render graças ao Senhor, e cantar louvores ao teu nome, ó Altíssimo, anunciar de manhã a tua benignidade, e à noite a tua fidelidade.  Salmos 92:1-2





quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Como ter concentração na hora de estudar

Postado por Suellen (Menina aos olhos do Pai) às 05:51:00 0 comentários



Muitas estratégias terapêuticas são baseadas na compreensão dos fenômenos psicologicamente vivenciados, tendo na tomada de consciência um caminho importante para a neutralização das situações emocionalmente fortes que se busca combater. Na psicologia do comportamento adota-se a lógica da identificação do estímulo positivo ou negativo (S+/-), bem como da reação (R+/-) conseqüente, principalmente para tentar promover a desconstrução da negatividade de estímulos negativos (S-), causadores de reações negativas (R-). A psicanálise, também valorizando a tomada de consciência e compreensão da realidade, atribui um papel muito importante à compreensão das informações inconscientes.

Na aprendizagem, principalmente voltada à preparação para concursos públicos e exames, a compreensão e a tomada de consciência do processo de apropriação intelectual do conhecimento estudado não é menos importante. E esta lógica vale inclusive para atacar a falta de concentração nos estudos.

Assim, diante de situações de dificuldades de concentração, o primeiro passo consiste em entender e não ignorar o que ocorre quando somos atingidos por uma “rajada”, “ataque” ou “onda” de desconcentração ao longo de um turno de estudos, ou mesmo quando isto nos impede de começar a estudar. Ou seja, me refiro às situações nas quais temos uma enorme dificuldade para nos concentrar, tendo aquela desconfortável situação de que ficamos empacados e não avançamos. Você costuma passar por isto?

Diante deste cenário, duas atitudes são fundamentais: (1) entender a dinâmica do processo em andamento, isto é, o que está acontecendo; (2) entender os fatores ou causas determinantes para a situação em andamento.

Quanto à dinâmica do processo, se estamos tendo dificuldades para nos concentrar nos estudos, é porque há um estímulo que está tendo mais relevância do que aquele que gostaríamos que tivesse, sendo que o estímulo preferido corresponde à informação ou objeto de conhecimento a ser estudado. Daí é importante entender que a concentração consiste numa função cognitiva primária, que corresponde a uma lógica de seletividade de estímulos.

Portanto, concentrar-se significa valorizar alguns estímulos em detrimento de outros. Se quero me concentrar nos estudos, preciso desconsiderar todos os outros estímulos ambientais, tidos por exógenos, como sons e características do local onde estamos, e não ambientais, considerados endógenos, estes envolvendo fatos e lembranças que podem vir à nossa mente naquele momento de estudos.

Se não nos concentramos é porque algo “rouba” a nossa atenção, algo este que não é aquele estímulo que gostaríamos que prendesse a nossa atenção. Este é o processo em andamento, acerca do qual precisamos tomar consciência e compreender.

Superada a compreensão da dinâmica do processo, é preciso entender o que o determina. Ou seja, se estamos passando por uma situação de dificuldade de concentração, o que está por trás disto? Temos duas possibilidades, as quais podem estar ocorrendo de forma concomitante ou não: (1) o “estímulo-ladão”, que está tomando a nossa atenção, tem relevância significativa, maior do que o estímulo principal-preferencial que pretendemos valorizar, correspondente ao conhecimento a ser estudado; (2) mesmo que o “estímulo-ladão” não tenha tanta relevância, não estamos atribuindo a relevância devida ao estímulo-principal-preferencial, ante a nossa falta de interesse.

Costumo dizer que para um fanático por seu time de futebol, numa final de campeonato na qual o time está em campo, sendo a partida o estímulo principal, jamais ocorrerá a segunda hipótese mencionada. Digo isto para provar que o interesse é determinante a atribuição de relevância ao estímulo.

Mas muito bem, agora você já sabe o que acontece quando está tentando estudar e não consegue se concentrar. Porém, esta tomada de consciência, por si só, resolve o problema, nos fazendo ficar concentrados? Obviamente que não! Até porque o diagnóstico não se confunde com o prognóstico. Então daí você pode se perguntar: mas o que fazer? Afinal, qual é o prognóstico?

Seguramente, tendo a devida compreensão, você já pode encontrar estratégias que lhe ajude. Inclusive se tiver alguma sugestão deixe em forma de comentário no final do texto. Mas vou pontuar algumas iniciativas que podem ajudar, identificadas a partir da minha vivencia empírica nos estudos, principalmente como candidato a concursos público, bem como por meio da pesquisa psicopedagógica-cognitiva:

1 – no caso da falta de interesse no estímulo principal, ou seja, na matéria a ser estudada, tente identificar o que há de útil neste conhecimento. Seguramente, existe alguma utilidade que vai além do edital. Pense no que pode ganhar ao saber daquela informação. Ainda neste sentido, procure trabalhar o prazer em aprender (clique aqui para ver o texto Preparação para Concursos e o Prazer em Aprender);

2 – seja minimamente flexível! Isto é, se está muito difícil se concentrar naquela matéria a ser estudada por determinada fonte, passe para outra matéria ou fonte, faça alguns exercícios, faça um resumo, esquema ou mapa mental da matéria estudada anteriormente, ou seja, faça uma revisão do que já estudou, inclusive enquanto estratégia para retomar o ritmo;

3 – compreenda de forma fragmentada o que irá estudar, do tipo “agora minha meta é estudar e entender este parágrafo”, ou “esta página, este item, este capítulo, este tema…”. Encare um, para depois passar ao outro. Avance por partes, esqueça o todo e estude o que tiver que estudar de forma fragmentada. E não deixe de ler o texto a Fragmentação do Plano de Estudos (clique aqui para ler o texto Repercussões Emocionais da Fragmentação do Plano de Estudos);

4 – tenha força de vontade! Esta colocação pode parecer autoajuda enlatada e superficial para concursos, mas a questão é como fazer para ter força de vontade? Neste sentido, é preciso que entenda que você conta com estruturas bio-cognitivas capazes de selecionar estímulos de forma voluntária, ou seja, estou dizendo para acreditar que é capaz não por uma questão de fé, mas pelo fato de que, neuro-bio-fisiologicamente, você tem um equipamento cognitivo que lhe permite isto. Repito: você tem um cérebro e estruturas cognitivas que lhe permite selecionar e descartar estímulos relevantes. Você pode! Isto é uma afirmação racional e científica! Portanto, lute! Lute com o que você tem! Lembre-se que na partida da final do campeonato, na qual seu time está jogando, você consegue selecionar o estímulo principal. Portanto, também pode fazer isto ao estudar!

5 – trabalhe com a respiração; pare por alguns minutos, não mais do que 5, feche os olhos e respire de forma profunda e pausada, da maneira mais profunda e pausada que puder;

Além destas sugestões, compreendendo e tendo consciência do processo relacionado à falta de concentração, tente identificar outras estratégias adequadas ao seu perfil. E reitero o pedido para deixar as sugestões em forma de comentário!

Alerto ainda que, para as pessoas diagnosticadas como portadoras de TDAH ou DDA, existem outros caminhos a serem adotados, inclusive com intervenção medicamentosa. Mas é preciso buscar a atuação de profissionais autorizados, tanto para o diagnóstico, quanto para o prognóstico, intervenção e principalmente o uso da medicação. E se não tem as referidas patologias, não se iluda com o uso da ritalina (clique aqui para ler texto sobre a Ilusão da Ritalina).

Por fim, bom combate às rajadas de desconcentração e bom estudo!


Fonte: http://www.concursospublicos.pro.br/duvida-do-candidato/concursos-publicos-concentracao-estudos-como-se-concentrar

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Alguns mitos e verdades da maquiagem

Postado por Suellen (Menina aos olhos do Pai) às 09:39:00 0 comentários





1) Máscara à prova d'água pode quebrar os cílios?

Pode; antigamente quebrava mais, pela qualidade. Importante não deixar pó compacto nos cílios, para não quebrar ao aplicar o rímel.

2) Maquiagem mineral é menos prejudicial que a comum?

Sim. Além disso é politicamente e ecologicamente correta.

3) Compartilhar maquiagem e acessórios pode trazer doenças?

Sim, principalmente nas esponjas e cerdas dos pincéis, por acumular bactérias. Lave os pincéis com shampoo e condicionador.

4) Hidratar o rosto antes da maquiagem deixa o resultado mais natural?

Verdade. Além disso, há o "prime", que ajuda bastante.

5) Para um melhor resultado, é necessário usar todos os produtos da mesma marca?

Isso é mito. Você pode selecionar produtos que te deem um resultado melhor.

6) O spray fixador de cabelo pode substituir o de maquiagem?

Mito. Não pode. Fecha os poros e não oxigena a pele, envelhecendo a pele mais rápido.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Não quero ficar distante de Ti...

Postado por Suellen (Menina aos olhos do Pai) às 10:17:00 1 comentários




Não posso, nem quero ficar distante,
quero me encontrar Contigo de novo.
Correr como uma criança e me jogar no Seu abraço,
Chorar tudo o que eu tenho para chorar e me deixar embalar no Seu afeto...

Queria ter a força de esquecer todas as preocupações,
Deixá-las aos pés da cruz e dali nunca mais retirá-las.
Queria retirar todo o frio do meu coração e permitir que somente o fogo do Teu Espírito Santo penetre em cada fibra do meu ser...

Nada vale mais do que a Tua presença,
Nada é mais importante do que ter o privilégio de Te amar e saber que sou amada por Ti

Senhor, que o Seu primeiro amor invada o meu ser
Que o meu coração bata nos compassos do Seu coração

Que eu possa viver completamente no centro da Tua vontade
Que a minha vida venha a gloriicar o Teu precioso nome...
Em todos os meus dias...


quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Queria ser...

Postado por Suellen (Menina aos olhos do Pai) às 05:13:00 3 comentários



Às vezes me sinto sem forças,
Querendo ser mais inteligente, mais bonita, mais eficiente,
Mais amada, mais simpática, mais especial...

Queria que me enxergassem, queria que vissem o quanto eu me esforço para ser aceita
Queria que se importassem mais.

Queria ser livre, fazer o que eu gosto, conhecer lugares que gosto, queria ser feliz em toda e qualquer situação.

Queria ser uma mulher de verdade, que irradiasse o Espírito Santo, e que pessoas fossem salvas só de ver que Cristo reflete na minha vida.

Queria chorar, tirar toda angústia do peito, até que essa dor vá embora.
Queria gritar bem alto, para tirar esse peso do coração que tira a minha visão do que é a minha vida em Cristo...

Queria que não me perturbassem tanto,
Queria fazer a diferença.
Queria não me sentir tão mal...

Ao mesmo tempo que a minha vontade fica sendo a de fugir de tudo, tenho vontade de lutar.
De vencer.
Cristo me ama, mais do que ninguém nunca me amará
Cristo me ouve, mais do que alguém um dia poderia me ouvir

Quando eu digo que queria ser, acabo não vendo que eu sou!
Sou especial, sou bonita, pois sou obra prima desenhada por Deus,
Sou amada, porque Ele me amou primeiro.
Sou vista, porque o Rei dos Reis, Senhor do Universo, me viu e idealizou minha vida, mesmo antes de ser concebida.
E não importa o que achem que eu sou, ou o que digam que eu sou.
Quem me conhece de verdade é Jesus, só Ele.

As pessoas são más, injustas, mesquinhas, traiçoeiras, muitas vezes.
Te ferem sem dó,
Mas o curador de toda e qualquer ferida é mais forte que a própria morte,
É fiel, como ninguém na Terra poderia ser

É a Ele que me apego, quando eu queria ser,
Pois ele diz que eu sou.

Jesus...


sábado, 1 de setembro de 2012

Receitinha: Omelete ao forno (de presunto e queijo)

Postado por Suellen (Menina aos olhos do Pai) às 13:51:00 2 comentários
Hummmm, que delícia!  :-D O bom é que omelete ao forno não tem gordura!!! \o/


OMELETE AO FORNO DE PRESUNTO E QUEIJO





ingredientes


  • 10 ovos
  • 1 xicara (chá) leite
  • 2 colher (sopa) amido de milho
  • 1 colher (sopa) fermento em pó
  • 200 gramas presunto picado
  • 200 gramas queijo prato picado
  • 2 tomates sem sementes picado
  • 1 cebola picada
  • salsinha picada
  • sal
  • pimenta do reino

modo de preparo


Quebrar os ovos e colocar em um recipiente e misturá-los com um garfo Adicione todos os ingredientes e misture tudo muito bem.
Em uma assadeira untada com margarina coloque a mistura e leve ao forno 200 graus a 35 minutos até que fique dourado


 

Menina aos Olhos do Pai Template by Ipietoon Blogger Template | Gadget Review