quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Receitinha: Arroz à Piamontese (facinho!)

Postado por Suellen (Menina aos olhos do Pai) às 07:38:00 0 comentários




Rendimento: 6 porções

Ingredientes

• 2 canecas de arroz lavado


• 1/2 colher de óleo

• 1 colher de alho

• Sal

• 1 lata de champignon (opcional)

• 100 g de queijo mussarela (ou 2 pacotes de queijo parmesão)

• 1 lata de creme de leite


Modo de preparo


Frite o arroz no óleo e alho até ficar solto como uma farofa.

Coloque água dois dedos acima do arroz e tampe até secar.

Despeje o creme de leite, o queijo e o champignon e deixe no fogo até a mussarela derreter e o arroz ficar como um risoto, bem molhadinho.

Sirva ainda quente.


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Momento sonho... Cantoras em seu casamento :-)

Postado por Suellen (Menina aos olhos do Pai) às 06:58:00 3 comentários
Estou na contagem regressiva do meu grande dia, meu casamento!!! Faltam 40 dias!!!! (#medo)

São muitas coisas pra fazer, muitas coisas para acompanhar... oro para que tudo dê certo e que meu casamento seja uma bênção. Oro para que o meu testemunho leve pessoas a confiar e deixar que Deus tome o controle completo de suas vidas. :-)

Queria dividir com vocês umas fotos garimpadas da Internet, com as cantoras em seu momento de noivas. Espero que gostem! Fica como uma curiosidade. ;-)




Fernanda Brum e Emerson Pinheiro

Outra da Fernandinha Brum. A moda me surpreende... :-)



Gilmar e Aline Barros


Cantora Pâmela




Lindo o casamento da Pâmela com o Márcio... :-)



Bruna Karla parecia uma princesinha...




Bruna e Bruno





Casamento da Arianne e do Evandro. Perfect!


Amei essa foto da Arianne!





Muito original!




domingo, 14 de outubro de 2012

Errou feio... mas Jesus está te procurando!

Postado por Suellen (Menina aos olhos do Pai) às 16:14:00 0 comentários
Quantos hoje estão amargando uma distância enorme de Deus... quantas pessoas "caíram" cometendo erros que parecem ser irreparáveis diante de um Deus tão puro...

Quantas moças e rapazes, homens e mulheres, deixaram se levar por sentimentos, pela humanidade fraca e egoísta, e nem ao menos pensaram em Jesus nos momentos de tentações... quantos destruíram ministérios e planos lindos que Deus estava traçando por causa de simples instantes...




Incrível como muitas vezes os irmãos de convivência ao invés de amparar ao que errou e mostrar que há um caminho de volta, condenam ao que errou. Querem atirar pedras nas "Marias Madalenas", desconsiderando que o pecado também está dentro de si e faz parte da sua essência.

Quantas meninas saíram da igreja por ficarem grávidas antes do casamento, quantos meninos saíram da igreja após se deixarem levar por "Jezabéis" que os fizeram cair e ficar a cada dia mais longe de Cristo... Quantos homens e mulheres perderam a luta e acabaram caindo em adultério... E para voltar ao caminho? Errou e não tem coragem de seguir adiante, novamente levantar de onde caiu e sacudir toda a poeira da vergonha e do desânimo. É difícil.

Mas Jesus, em sua passagem pela Terra, se relacionou com membros da sociedade em geral considerados pecadores pelos fariseus. Para os fariseus, o justo não poderia de nenhuma forma se relacionar com o ímpio, nem para trazê-lo à lei. E Jesus colocava por terra todas essas ideias preconceituosas.

Jesus mostrou que havia alegria quando um pecador se arrependia e o desejo dEle é o de buscar e salvar o perdido (Lucas 19.10).

Sempre há tempo de voltar para Cristo, de começar tudo de novo, e diferente. Não importa o que aconteceu, o que importa é o que vai acontecer daqui em diante. Jesus está te procurando, apaixonadamente, e Ele não te condena de maneira nenhuma.

Jesus é aquele que não utiliza uma pedra para te punir. Ele é o que escreve na terra e diz "Vai e não peques mais".

Muitos estão perdidos, e muitas vezes estão dentro da Casa de Deus, trabalhando e "sendo uma bênção". Mas o pecado não os deixa viver o melhor de Deus para as suas vidas, o pecado não deixa que o coração se quebrante diante do Autor da Vida.

Mas há esperança. Deus está aguardando a volta. Não há tempo a perder. Não vale a pena viver longe de Cristo e não poder dispor do Seu imenso amor, carinho e cuidado. Vale a pena ter a coragem de sacudir a poeira e dar a volta por cima, independente do que digam de você e do que te acusem.  Jesus nunca vai de acusar e te tratar mal. Ele como um bom pastor dá a própria vida pela ovelha que se perdeu. Seu valor é maior que o valor do mundo inteiro!

Errou feio... mas Jesus está te procurando!

Lucas - 5:32
"Eu não vim chamar justos, mas pecadores ao arrependimento".

II Pedro - 3:9
O Senhor não demora em cumprir a sua promessa, como julgam alguns. Pelo contrário, ele é paciente com vocês, não 
querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento.






sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Quando será o meu dia?

Postado por Suellen (Menina aos olhos do Pai) às 10:37:00 1 comentários


Muitas vezes nos perguntamos isso. Quando será a nossa vez, quando o nosso sonho irá se realizar. Ouvimos e sabemos que o melhor é esperar e confiar em Deus, mas às vezes a desesperança toma conta do nosso coração e mina a nossa fé.

Eu passei muitas vezes por esses momentos em que o céu parecia de bronze e o chão parecia de ferro. Não via nenhuma perspectiva para a minha vida espiritual, material, sentimental. Parecia até que eu era um tronco seco, sem nenhuma vida, sem nenhum ânimo para lutar.

Somos muito imediatistas em nosso querer. Não queremos entender que o ideal é deixar tudo nas mãos do Pai amado. Queremos o emprego tal, o cônjuge tal, o ministério tal. Queremos tomar o controle das nossas vidas e não colocar a nossa esperança no autor da nossa vida, que nos conhece mais do que ninguém. E as coisas acabam não nos dando a alegria que pensávamos.

Aos seus amados Deus dá enquanto descansam. E isso é verdade. Nos meus momentos de desespero não recebi nada do que eu pedia. Na verdade, Deus como um bom Pai não me deu, porque nos sonhos dEle haveria algo muito melhor para colocar nas minhas mãos. A espera foi como um presente precioso que me ensinou a descansar, ter paciência e abrir meus ouvidos a voz de Deus.

Já orei por relacionamentos com muita fé. Queria ouvir o sim de Deus, mas no meu coração só havia o soar do "espera". E eu quebrava a cara quando decidia por mim mesma e iniciava um namoro me enganando, forjando o sim de Deus para a minha vida.

Depois de tantos tropeços e lutas em várias áreas, aprendi a confiar, aprendi a ficar calma e "deixar rolar". Passei a viver cada instante da minha vida, aproveitando as oportunidades boas que Deus me dava para utilizar naquele momento.

E então, o inverno na minha vida começou a passar e a primavera ficava a cada dia mais real! Deus tinha sonhos muito maiores que os meus, pensamentos muito mais lindos e superiores! E eu só entendi o meu momento de espera quando eu comecei a receber as promessas. Quando eu pude me render ao doce vento do Espírito, que sopra para onde quer, consegui enxergar o querer de Deus para a minha vida.

Vale a pena esperar e confiar em Deus. Vale a pena namorar quando Deus quer que você namore, com uma pessoa que tenha Cristo como foco da vida. Há esperança, sempre há. E há um lugar de descanso nos braços de Deus, toda a vez que seu coração fraquejar. A vida está dentro de você e os sonhos de Deus não morreram. Se cumprirão no tempo dEle.

Não é fácil esperar, mas é necessário para ver o melhor de Deus para a sua vida. E ficar aos pés de Jesus é o melhor, você nunca irá se decepcionar. :-)



terça-feira, 9 de outubro de 2012

Deus me obriga a escolher o melhor pra mim?

Postado por Suellen (Menina aos olhos do Pai) às 08:54:00 1 comentários
Galerinha, achei muito legal essa postagem da Pastora Sarah Sheeva. Decidi então dividir com vocês. Beijos no coração!

           Deus me obriga a escolher o melhor pra mim?

Quando falamos da vida sentimental, de casamento, de escolhas… esse assunto mexe com muita gente…


Tem gente que fica “afetadíssimo” por causa das coisas que escrevo… porque? Porque ainda não se livrou do “humanismo-gospel” que atinge a muitos… eu mesma já fui uma crente-humanista, e não foi fácil enxergar isso. Graças a Deus, Jesus me libertou do “espírito de burrice”, e hoje eu reconheço que: não sou, não sei, e não faço nada sem Jesus!

O assunto que mexe com muita gente é justamente a pergunta que um irmão fez ontem aqui na internet (no Facebook do Culto das Princesas: http://www.facebook.com/pages/Culto-das-Princesas/142177295899066). Ele perguntou: “Deus escolhe a pessoa certa para nós?” e eu respondi que sim, que QUANDO NÓS QUEREMOS QUE ELE ESCOLHA, ELE FAZ ISSO, porque Ele é Bom.


Porém algumas pessoas ficaram extremamente incomodadas com isso, sabe porque? Porque assim como eu fui um dia (independente de Deus) essas pessoas ainda são. São pessoas que ainda não querem a opinião de Deus, pois querem DECIDIR suas vidas SOZINHAS.

Por isso quero me dedicar um pouco mais a ensinar algo que aprendi com o Espírito Santo:

Se nós pedirmos uma direção a Deus nessa área (sentimental), Ele nunca negará uma opinião. Nunca.

O problema é que, talvez o maior desafio da vida Cristã seja justamente discernir a voz de Deus da voz da nossa alma (carne) e também da voz (das setas) do maligno. (Para quem ainda não sabe, são 3 vozes que podem falar conosco… mas agora não falarei sobre isso).

Então, continuando a falar sobre o desafio de ouvir e discernir a voz de Deus nessa área:

Existem algumas coisas que você pode fazer para “treinar” esse discernimento: orar em línguas é uma delas, mas principalmente conhecer o caráter de Deus, descobrir como Deus pensa acerca dos relacionamentos (ler a Palavra de Deus para conhecer o caráter de dEle), porque?

Porque quando o Espírito de Deus fala conosco, Ele NUNCA contraria a Palavra dEle, Ele nunca se contradiz.
Assim, QUANDO PEDIMOS a direção e a opinião de Deus, temos que estar preparados para ouvir, porque muitas vezes não ouviremos aquilo que “queremos”, aquilo que agrada a nossa alma, que é confortável para nós… porque?



Porque se a nossa escolha não for a melhor para nós, Deus falará, mesmo que isso nos faça sofrer, Deus falará, porque Deus não mente. Ele sempre nos dirá a verdade. E as vezes, a verdade é dura de se ouvir…

Às vezes a VERDADE é justamente o que NÃO queremos ouvir, nem saber… e por isso estamos “fugindo” daquela verdade.

É nesse ponto que a carne entra e milita contra o Espírito. A carne começa a lutar para não discernirmos o que Deus ESTÁ FALANDO. E se você não se esforçar, a carne ganha mesmo. Foi por isso que Jesus disse o seguinte:

“Esforcem-se para entrar pela porta estreita, porque eu lhes digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão.” (Lucas 13:24, NVI)

Jesus estava falando de um esforço que cabe a nós, e não a Ele. Tudo o que Ele tinha que fazer por nós, já está feito. Agora cabe a nós lutarmos contra a nossa carne = as vontades contrárias a vontade de Deus. Agora cabe a nós aprendermos a O ouvir, a crer no que Ele nos diz, e O obedecer.

Deus nunca negará uma direção a nós, porém muitas vezes somos nós que não queremos a opinião dEle.

Todos os dias eu vejo gente assim, é impressionante, pessoas que se dizem “crentes” fazem isso… negam a opinião de Deus em suas decisões, negam as direções (e ESCOLHAS) de Deus.

É como eu falei no Post anterior: Deus não nos obriga a ouví-lO, Ele não nos obriga a escolher nada. A escolha é nossa!

E por causa disso eu aprendi a fazer a melhor escolha: pedir a Ele que sempre escolha pra mim!

Porque?

Porque a vontade dEle é muito melhor que a minha! (Romanos 12.2)



Se você pedir a Deus que escolha a pessoa certa para você, que mostre quem combina mais contigo, quem é melhor para você (para que você possa decidir) então Ele fará isso! Ele é Fiel!

Mas APRENDA a discernir a voz de dEle! Aprenda a discernir coisas simples, como os princípios dEle, porque Ele nunca fala contra Seus princípios.

Aqui no Face do Culto das Princesas eu tenho ensinado e falado bastante sobre esses Princípios de Deus nos relacionamentos. Sobre a maneira como Deus pensa, sobre as coisas que Deus faz, e as coisas que Ele não faz (como escolher o mal pra nós). Digo isso porque tem pessoas que literalmente me perguntam isso: “Pastora, Deus quer o mal para mim?”

É óbvio que não! Isso não faz parte do caráter dEle!

Quando você busca um relacionamento, pode ter certeza que a vontade de Deus para essa área da tua vida é a MELHOR.

Ele quer te dar alguém… mas não qualquer pessoa, não.

Ele quer te dar alguém que se “encaixe” com você. Alguém que combine com você. Alguém que te ame, alguém fiel como Ele, e que em tudo seja recíproco! Deus quer te dar uma linda história de amor! Ele é romântico! Veja o livro de Cantares, e você verá como Deus valoriza o romance no casamento.

A vontade de Deus é boa, AGRADÁVEL e PERFEITA para nós. (Romanos 12.2)

Ele nos diz:

“…agindo Eu, quem o impedirá?” (Isaías 43.13)

Quem poderá impedir o cumprimento dos planos de Deus nessa área da tua vida? Quem?

Quem há semelhante a Ele? (Sl 86.8)

A quem Ele pode ser comparado?

O Deus que TUDO fez! Tudo é dEle! (Sl 24.1)

Se Deus agir, ninguém pode impedir!

A única pessoa que pode impedir é você mesmo! Por isso não permita que a tua carne atrapalhe você, mas obedeça Aquele que tem o melhor para você!

Creia e receba!

No tempo de Deus!

E da maneira de Deus!



Paz,

Pra. Sarah Sheeva





quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A árvore dos Olhos Verdes - Um conto...

Postado por Suellen (Menina aos olhos do Pai) às 05:18:00 0 comentários
ÁRVORE DOS OLHOS VERDES
Castro Lins


Houve tempos em que os heróis nasciam no nordeste brasileiro, vestiam couro impenetrável, cruzavam a caatinga hostil em seus cavalos impetuosos a arrebanhar. Quando despertos a fuga do boi ligeiro, os vaqueiros disparavam a cavalgar... E quando por fim paralelos ao seu alvo, um desses prendia sua mão firme como corrente no rabo do boi arisco e com um forte desviar esquerdo do seu cavalo, o pobre animal fugitivo vinha ao chão erguendo poeira para ocultar sua queda abruta. Toda aquela perseguição empolgava o dia a dia do sertanejo. E o árido solo nordestino era um coliseu romano onde o homem e a fera arisca furtiva duelavam, uma caça envolta a arte de perseguir e derrubar, uma tourada brasileira que foi parte do trabalho exaustivo do sertão em dias de outrora.

Seu Jaime foi o maior vaqueiro de profissão conhecido entre aqueles tempos, pisara em todos os solos denominados nordeste desse Brasil, derrubou tantos bois quanto os dias da sua vida. Cavalgava esbelto e levava em sua garupa os corações das moças dos vilarejos por onde passava, deixava-as carentes, amputadas de órgão tão vital sempre quando ele partia em busca de uma nova aventura, um novo desafio. Jaime conquistara o respeito do povo pobre pela sua humildade e coragem, ninguém contava histórias como ele! Também se beneficiou de forma tamanha das riquezas dos fazendeiros, que logo careciam de seus serviços como vaqueiro.

O tempo é um boi santo e bravo que nem o próprio Jaime, príncipe dos vaqueiros, poderia perseguir e deter, ele não é nunca arrebanhável e foge como uma presa que zomba de seus caçadores. Conta a lenda que aquele vaqueiro capaz de emparelhar-se em corrida com o boi santo do tempo e, ferozmente, freá-lo puxando por seu rabo para então lançá-lo em terra, esse tão capaz, seria galardoado com uma nova juventude viril. O tempo será retrocedido para coroar esse vaqueiro vencedor.

Durante os dias do mandacaru verdeado, do caju que trava na boca e da pitomba com caroço... Jaime tinha se empenhado sobre tudo nessa vida e sua fama de herói do nordeste ganhou até as terras mais distantes e agrestes, entretanto, o boi do tempo havia fugido de suas mãos de corrente e Jaime envelheceu. O vaqueiro refugiou-se enquanto sua velhice, em uma terrinha simples de trechos salobra no sertão baiano.

O sol que estava sobre a terra, decidiu fixar-se não cedendo espaço para nuvens escuras que lembram um belo dia para o sertanejo. Por um tempo de sobremodo incômodo a qualquer vida, não chovia no sertão. Os rios secaram. A fome tornou-se peste que levou muitos embora consigo. A semente foi a primeira a ser enterrada e lá permaneceu sem nunca ousar germinar. A seca fez da terra esposa estéril e dos homens maridos infrutíferos, certamente a mais algoz conhecida pelo seres que moram embaixo do sol. Poucos fortes da caatinga ainda sobreviviam. Entre estes estava Jaime, quando todos outros de sua idade jaziam mortos.

A vida ainda resistia, cativa a seu velho corpo. O vaqueiro possuía em suas terras uma caverna, um lugar em segredo onde milagrosamente ainda havia água barrenta em um poço secreto. Era dessa fonte escondida que o próprio retirava o seu resto de vida, ainda bebia ele e seu velho cavalo de mocidade. Jaime vigiava atento dia e noite sua fonte, pois sabia bem que não podia dividi-la para mais alguém antes que a seca findasse. Todavia naquela noite ultima, dava a lua mais luz que o necessário e entre as sombras o atento vigilante percebe o aproximar de passos a adentrar lentamente em sua caverna. Ele segue o vulto, pronto para um degradante possível duelo pela água. A espreita, escondido entre os lajedos, Jaime observa a aparência do ladrão que de repente é revelada, quando este cruza uma brecha na caverna por onde a luz da lua penetra de forma irrevogável. E o vulto dá lugar a uma bela jovem de traços exóticos, com a pele cor de terra molhada e os olhos de um verde incomparável, afinal, por muitas datas que não houvera verde por sobre a terra. Como nunca antes Jaime estava encantado, sem medidas. Aquela moça era como a chuva mais esperada em anos de sequidão, sua pela confundida com a terra a que pisava e seus olhos de um verde como de um jardim suspenso.


Não havia luz da lua todas as noites. Mas a despeito, o vaqueiro espera a razão do seu encanto por entre as sobras observando-a beber. Á água passara a ser comum, como se fosse farta num rio, cuja importância viera a ser apenas de isca, ou luz que atrai a mariposa desejada. Jaime apaixonou-se perdidamente pelo verde dos olhos da moça da pele cor de terra. Num árido dia decidiu se preparar para então, naquela noite, revelar sua paixão para aquela que ele já a muitas noites conhecia por observar; deixaria ele seu oculto esconderijo nas trevas e contemplaria de perto os olhos de sua amada. Todavia, quando ao dar de beber ao seu cavalo, percebeu o seu reflexo ligeiro e colorado na água barrenta do seu poço. Lembrou da sua velhice em oposição ao seu passado heróico. Os traços maldosos da idade fizeram-no temer o repudio ao revelar-se a sua preferida. Jaime não pode chorar ainda, pois a seca alcançara a sua alma. Decidido a um ultimo gesto de fé antes da morte pelo desgosto tristonho, o vaqueiro selou seu velho cavalo, precaveu-se do máximo de água que poderia carregar e partiu veloz em busca do boi do tempo, decidido a derrubá-lo e ganhar em troca sua juventude de volta.

Em sua velhice, naqueles dias de seca e fome, o vaqueiro novamente cruzou todo o nordeste na busca corajosa do boi santo do tempo. Viu em sua viajem muitos miseráveis e retirantes fugidos da seca, relutavam contra a morte que os perseguia em encalço. Três meses passaram, e quando a morte sedenta veio das trevas buscar os últimos suspiros do lendário vaqueiro, ou quando o mesmo mal conseguia manter-se mais sobre seu cavalo. Sem espera, algo acontece e surpreende até mesmo a morte que interrompe sua vinda. Um vento altivo de ímpeto indescritível e força indelével perpassa entre a mata, levantas suas folhas secas, choca-se com o velho vaqueiro e o derruba sem esforço do seu cavalo. Era o boi santo tempo, fujão e zombador.
“Deus, meu Paim, tu que é acima dus homi. Tu que cunhece a peleja do nordeste e sabe do meu querer bem. Tu que é o poçu prufundo que num seca, cunforme tuas águas que são vivas, mas se faz sedento para compadecer do seu sertanejo. Tu que é Deus do sol e derrama graça como a chuva de inverno. A velhice frágil demonstra o quanto tu é forte e a juventude altiva o quanto sou fraco, igual gaio podre, diante de ti. Peço Paim, uma ultima glória que vai além do que sou. Dá a esse velho, bom Deus, a chance de uma nova vida, devolve, pela sua misericórdia e carim, meus anos perdidos!” Foi caído em terra seca com o sol sobre sua cabeça e a boca sedenta com o gosto da poeira, que o velho Jaime recitou sua oração.


De repente uma sombra... Ele abre os olhos e seu cavalo o estava a esperar. O vaqueiro monta em seu impetuoso cavalo e desperto da fuga do boi do tempo, dispara a cavalgar tão veloz quanto vento sul. Após três dias ininterruptos de cavalgada no rastro derradeiro do boi, o vaqueiro encontra-se por fim paralelo ao animal cujos cascos desterram o chão onde pisam, deixando uma nuvem de terra suspensa pelo seu caminho. Espinhos e galhos lhe são como capim que o vento corta. Estava cego, pela tempestade de areia que o boi causara em sua fuga, uma perseguição sem precedentes semelhantes entre mortais...

Jaime aproxima seu cavalo ao som dos cascos compassados, e enfim suas velhas mãos alcançam o rabo do boi do tempo. Ele sentiu como se seu braço estivesse a ser arrancado, porém nem mesmo o escuro sangue a escorrer por entre os dedos, tirou-lhe a firmeza. O velho cavalo fez seu último desvio em força para esquerda antes de sua morte pelo cansaço, e o boi do tempo foi arrastado e posto em queda, desabou por muitos espaços até, após horas, parar, prostrado resfolegando sem reação. Caído inconsciente, Jaime dormiu por três dias ao lado do cadáver frio do seu cavalo. Quando acordou, seu primeiro respirar consciente soube que seus pulmões agora comportavam o ar como balões bem cheios, seus olhos acompanhavam o horizonte e seus passos testemunhavam uma jovialidade inesgotável. Viril e moço, como seus tempos de herói, ele voltou em pressa de quem furta do tempo, para o encontro com aquela do seu desejo de amor.

Na medida do longo tempo, recuam os espaços; e logo o vaqueiro retornou para o seu sertão. Compassou seus passos vagarosos, intentando atrasar as horas e chegar em sua caverna no exato momento em que a lua frouxa derrama toda sua luz sobre a noite, no esperado instante da visita do amor que não bate em portas, apenas entra e logo faz morada como hóspede.

Toda espera naquele momento encerrou-se. Jaime entra na caverna e a luz da lua continuava a infiltrar por entre a brecha enlarguecisda, iluminando o gélido corpo de vida ausente da bela jovem, cujos olhos verdes agora estavam cerrados em fechadura.

O príncipe dos vaqueiros tremeu como uma criança que não sabe o caminho de casa. De joelhos diante da moça de pele confundível com a própria terra onde faleceu, ele chorou, pois agora havia acumulado muitas águas em sua alma. Ao seu lado estava o poço seco, cúmplice da assassina sede. Naquele mesmo local, enlutado, ele a enterrou como o camponês que enterra a semente na esperança da chuva. A brecha da caverna ganhou mais tamanho, para que a lua o consolasse com sua luz e o sol zombasse do seu degredo.



Dia e noite Jaime chorou sobre a terra onde enterrou sua amada de olhos verdes e pele cor de terra. E quando não havia verde algum por sobre a terra do nordeste, regado a lágrimas diárias, um pequeno broto rompe o solo e nasce. Um milagre! Naquele dia choveu no sertão embebedando a vida árida. A pequenina planta de olhos verdes, nascida sobre a morte, cresceu e tornou-se árvore, viveu os mesmos anos que o vaqueiro conquistou em sua vitória sobre o boi do tempo.

Jaime ganhou uma nova vida, apenas para saborear o doce vício do amor que se apodera do amante e o amargor triste de perder a quem se ama; “o que adiantou anos mais, sem ela comigo para vivê-los?” Repetiu seu jargão por muitos dias... Todavia logo pode convir que destino pior, tem aquele que morreu sem nunca amar, sem nunca entregar-se ao risco ou a busca do tempo, tentando de alguma forma deter-lo para estender um segundo mais a felicidade.

Diante dos anos dados, Jaime deixou sua vida antiga, seu afã pela fama e glórias heróicas. Dessa vez viveu uma vida ordinária, simplória para apreço do bom Deus que se agrada dos seus pequeninos. Guardou a sela e passou a viver de pequenos artesanatos oriundos apenas da sua “árvore de olhos verdes”. A despeito da tamanha simplicidade, a história da sua segunda vida também percorreu o nordeste como o sopro do vento com tantas direções, pois casais incontáveis vinham a seu encontro para que forjasse de sua árvore alianças de madeira. Alguns fizeram desse artesanato, o símbolo de almas jovens que ousam contra o tempo. Símbolo de um amor de origens sertanejas humildes, plantado em terra seca, regado a lágrimas, mas, sobretudo forte, vivo e verde como olhos da bela jovem da pele cor de terra molhada.

Castro Lins

Certamente ao ler, em qualquer estação do tempo, saberá que escrevi para você esse conto de madeira, fruto do meu simplório artesanato. Espero mágica dele... Que ele seja símbolo de amor, tempo e força em sua vida, ainda que em dias de seca. Dedico-te com todo meu carinho nordestino... Castro Lins para Dayse Molina.






quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Casamento chegando... lembrando das promessas...

Postado por Suellen (Menina aos olhos do Pai) às 04:41:00 3 comentários




Olá, pessoal! A correria é grande, mas estou aqui. Muito contente. Ontem eu e o Tiago marcamos a data do casamento no civil. Glórias a Deus!

Dia 22 e 24 de novembro de 2012. Os dias que estavam escritos nos planos de Deus e eu nem imaginava. Sonhei tanto com esse dia, e agora esse sonho está tomando forma.

Deus colocou no meu coração o desejo de me casar, e de ter um ministério missionário com o meu esposo. E muitas vezes deixei que o meu desespero cobrisse a minha visão da promessa. Errei e feio. Deus tinha reservado para mim uma pessoa especial e o que eu precisava fazer era tão somente descansar nos braços do Pai.

Quando experimentei meu vestido de noiva, tudo passou como um filme na minha cabeça. O quanto eu tinha sofrido e esperado para chegar àquele momento. A fidelidade do Senhor é imensa, sem fim, apesar das nossas limitações.

Peço para que orem por mim e pelo Tiago. As lutas são grandes, mas Jesus está conosco a cada minuto.

Confie nEle e o mais Ele fará. :-D

Bom é render graças ao Senhor, e cantar louvores ao teu nome, ó Altíssimo, anunciar de manhã a tua benignidade, e à noite a tua fidelidade.  Salmos 92:1-2





 

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